Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 19/09/2020
O Covid-19 mudou drasticamente a rotina da população mundial e trouxe sérias consequências, principalmente para a população idosa. Essa, que é pouco inclusa na sociedade tecnológica e se comporta como um sério grupo de risco teve a saúde mental prejudicada ao substituir a comunicação física pela virtual, além de lidar com o medo da mortalidade do vírus. Dessa maneira, cabe ao Estado, por meio dos recursos midiáticos, criar medidas para amenizar esse desafio
O isolamento social, causado pela pandemia, trouxe várias mudanças na rotina dos idosos. Entre elas se destaca o adentramento ao mundo virtual. Sabe-se que a maior predominância nas redes sociais é dos mais jovens, no entanto na quarentena a população mais velha teve um árduo trabalho de utilizar essas comunicações mais dinâmicas. Todavia, esse trabalho não foi o único problema, seguindo a filosofia de Zygmund Bauman, os idosos que tinham relações sólidas e usufruíam da companhia e do contato físico, que gera sentimentos profundos, felicidade e bem estar, agora se deparam com as conexões frágeis e superficiais feitas pelas redes sociais. Além disso, é importante ressaltar que essa parcela da população se enquadra como principal grupo de risco do vírus e, com isso, precisa lidar com o medo constante de contrair o patógeno e vir a falecer. Assim, conclui-se que esse grupo é duramente prejudicado pelo isolamento e precisa de toda ajuda e atenção possível.
Por consequência dessas mudanças, a saúde mental da população mais velha foi severamente afetada. O número de casos de depressão e ansiedade aumentou drasticamente na quarentena. A ansiedade, por exemplo, segundo o célebre psiquiatra Augusto Cury, é o mal do século e tem como principais consequências, dores de cabeça, dores musculares e transtornos no sono. Dessa forma, é dever do Estado criar medidas para amenizar os efeitos da quarentena nos idosos, como é assegurado no Art.3 do Estatuto do Idoso.
Por fim, o Governo federal deve, por meio dos recursos midiáticos, como a Tv e os rádios, criar propagandas para alertar a população sobre o cuidado que os idosos precisam na quarentena, incentivando que a família aumente a atenção sobre esse grupo, conversando mais ou jogando um jogo, e caso a família não more junto, aumente o número de ligações telefônicas e por vídeo-chamada, afim de distrair e passar mais afeto aos mais velhos, evitando, assim, o desenvolvimento de sintomas ansiosos e depressivos.