Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 17/10/2020

Na obra “A metamorfose” de Franz Kafka; Gregor Samsa, visto como um “peso” por sua família devido suas características físicas e fisiológicas, acabou por deprimir-se, o que se assemelha em demasia há situação vivenciada por pessoas idosas no cenário da pandemia do covid; esse efeito é apenas um dos inúmeros contabilizados. Estes interferem no bem estar social e psicológico das pessoas com mais idade, além do enfrentamento das comorbidades que acompanham a velhice ainda passam por limitações de cunho pejorativo por estarem em um grupo de risco e pelo sentimento de ‘‘inconveniência" das demais pessoas no meio em que vivem agravando ainda mais à solitária  realidade enfrentada.

Em primeira instancia nos cabe avaliar os ‘‘sintomas da velhice’’ que afetam todos os seres vivos, embora visualizados como sinônimos de fraqueza e não de resistência, em consonância com a mentalidade preconceituosa desenvolvida para o risco de contagio com o vírus, embaraça ainda mais o que já era um nó permanente na vida desses indivíduos, a visão de incapacitante obtida pelos limites profiláticos de saúde, e por consequência a imutabilidade e reafirmação de uma ideia equivocada sobre o envelhecimento.

Ademais, é imprescindível ressaltar a necessidade do distanciamento social como fator de controle da disseminação do patógeno, o que para o grupo de pessoas mais velhas das comunidades, resultou em um grande cerceamento de atividades essenciais para a qualidade de vida e saúde psicológica, a dita cuja que há muito ficou agravada em boa parte do grupo de risco, estes que encaram dentro e fora do contexto de pandemia um constante desamparo social e estatal que se mantêm vigente no Brasil, e permanece inalterado pela inercia de toda uma sociedade.

Portanto, visto que a inoperância pública e o abandono do Estado mostraram-se como um reflexo distorcido do ideal de fraternidade que buscamos para todos,  se faz inquestionável a reparação de uma cultura como um todo no nosso pais. O Governo federal e tão logo a União de Estados e Municípios devem tornar-se-a facilitadores no meio público para o conhecimento do Estatuto do Idoso promulgado em 2003 que  os  garante o direito máximo a saúde e principalmente a convivência em sociedade, por meio da dispersão em mídias de televisão, rádio e internet assim os direitos e as obrigações dos cidadãos de  terceira idade do pais serão de conhecimento público, desse modo o cumprimento do Estatuto deve ter como principal finalidade garantir respeito e qualidade de vida. Sob a égide da Constituição federal de 1988, nenhum individuo deve sentir-se desamparado e marginalizado por suas limitações, assim como sociedade atenuaremos o inevitável da existência humana.