Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 04/10/2020

Em decorrência da pandemia do coronavírus, o mundo se submeteu ao isolamento social para diminuir a contaminação pelo vírus, que, por sua vez, pode ser fatal, especialmente para idosos e portadores de doenças autoimunes. Por conta disso, essas pessoas ficaram conhecidas como grupos de risco e precisam de todas as medidas preventivas possíveis.

Dessa maneira, o isolamento acaba sendo mais rigoroso nesses casos específicos como o dos idosos. Por conta disso, segundo Freud, aumenta a convivência consigo mesmo, com seus próprios desejos, medos e emoções, reprimidos ou não ao longo dos anos pela sociedade. Logo, pode causar uma doença da mente ou agravar uma já existente, que, como quaisquer outras doenças, precisam do tratamento adequado, com terapeutas qualificados.

Dito isso, Freud ainda explica que quanto maior é sua convivência com você mesmo, maior é a comunicação entre o inconsciente (área da qual se tem pouca clareza e são armazenados os desejos reprimidos) e o consciente, garantindo que seus medos, fiquem cada vez mais evidentes. Assim sendo, o fato dos idosos terem que aderir ao isolamento social, longe de tudo e todos que estão acostumados, pode prejudicar e agravar muito do seu estado mental.

Conclui-se, portanto, que perante a obrigatoriedade de ficar em casa e se manter na quarentena, é necessário que os grupos de risco se sintam menos sozinhos. Para que isso aconteça, são necessárias duas medidas muito importantes. A primeira é que os familiares e amigos, se mantenham em contato contínuo com essas pessoas. E a segunda, que os isolados busquem terapia com psicólogos, que podem ajudar a lidar com toda essa situação extremamente complicada. Para que dessa forma, a saúde mental seja minimamente preservada.