Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 24/09/2020

Um estudo da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos, revela que a falta de contatos sociais trás riscos à saúde equivalentes a fumar quinze cigarros por dia. É fundamental considerar que esse efeito se aplica aos idosos de forma mais intensa, devido à sua vulnerabilidade física e mental.

Primeiramente, deve-se observar que, quando se trata de distúrbios mentais causados ou agravados pela solidão (como depressão ou ansiedade), os idosos afetados de forma mais severa, serão uma parcela minoritária de indivíduos que vivem sozinhos, visto que, segundo o IBGE, representam apenas quinze por cento das pessoas com sessenta anos ou mais.

Esse grupo é representado por idosos que, por terem autonomia suficiente para cuidarem de si mesmos, geralmente estão habituados a uma vida social mais intensa, realizando atividades físicas ao ar livre e passeios em grupo. Isso resulta em um contraste entre a vida anterior à quarentena e o cenário do isolamento social, no qual a inabitual solidão se torna cotidiana.

Ademais, cabe ressaltar que, de acordo com uma pesquisa da USP, vinte e quatro por cento dos idosos ainda têm medo de utilizar novas tecnologias. Esse fato é extremamente preocupante, por haver mais do que nunca a necessidade da comunicação virtual para manter os laços afetivos entre amigos e familiares. A interação social é importantíssima para a manutenção da saúde mental.

Portanto, é imprescindível que nesse contexto de pandemia em que o mundo está inserido atualmente, os familiares, tomando todos os cuidados para evitar a propagação do novo coronavírus, reservem tempo para que ensinem os idosos retardatários a utilizarem corretamente o celular e o computador. Cabe também a instrução no uso de aplicativos de videoconferência como Zoom e Skype. Essas medidas reduzirão os efeitos da solidão na quarentena, ajudando a prevenir distúrbios mentais.