Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 23/10/2020
Em período de Pandemia, o isolamento social foi a medida mais eficaz para o controle do alto risco de contágio e sobrecarga no sistema de saúde mundial. No entanto, causa um impacto na saúde mental dos indivíduos, principalmente na população idosa, que em condições típicas já sofrem com o sentimento de solidão devido as vicissitudes da vida. Essa condição tornando-os mais propensos a quadros depressivos e consequente debilidade física, intensificando ainda mais vulnerabilidade desse grupo de risco.
Assim como a maioria da população, os idosos tiveram sua rotina alterada. Por apresentarem um alto risco de contágio e maior gravidade nos sintomas do Covid-19, o recomendado é suspender totalmente a visita de familiares e amigos. Essa condição só piora ainda mais a solidão sofrida por, mesmo antes da Pandemia. Na terceira idade há uma redução da independência social e financeira, doenças e perda de familiares, fatores que desencadeiam sentimentos de solidão. essa nova condição atual pode deflagrar uma condição de uma “solidão mais intensa”, a depressão.
Apesar do isolamento ser o mais indicado nesse momento, pesquisadores da Universidade de Chicago relataram que o isolamento pode aumentar em 14% o risco de morte em pessoas que já passaram dos 60 anos. Tal dado deve-se ao fato de expor o idoso a situações de alto estresse, refletindo em uma redução da sua resposta imunológica contribuindo para uma maior suscetibilidade a infecções decorrentes no processo de senilidade.
Portanto, pode-se perceber que o Isolamento social causa um impacto na saúde mental e física das pessoas em faixa etária mais avançadas. Contudo, a interação social não precisa acabar. Familiares e redes de apoio podem usar interações virtuais através de ligações e vídeo chamada, com o treinamento prévio dos idosos no manuseio de tais ferramentas, para aproximando os indivíduos, pois o isolamento é algo físico, mas não é preciso perder as relações.