Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 24/09/2020

A terceira idade é um período de grandes transformações para o indivíduo. Isso inclui uma série de mudanças físicas, aposentadoria, doenças, afastamento ou perda de pessoas queridas, além de uma redução da independência e autonomia de modo geral. De acordo com o IBGE, mais de 4 milhões de idosos vivem sozinhos no Brasil.

O fato é que a solidão na terceira idade já era um problema antes mesmo da pandemia do novo coronavírus, considerando o aumento na taxa de envelhecimento da população brasileira e no número de idosos vivendo em casas de repouso, muitos completamente abandonados pela família. Mas agora esse problema ganhou uma nova perspectiva, com centenas de milhares de idosos tendo que interromper suas rotinas e atividades sociais para permanecer em casa.

Ao mesmo tempo em que protege o idoso do contato com portadores da Covid-19, o isolamento pode estar contribuindo para reduzir sua resposta imunológica ao colocá-lo sob uma condição estressante. Nos dias de hoje, o impacto do isolamento na imunidade dos idosos torna-se ainda maior se a pessoa tiver acesso constante a notícias (ou mesmo a informações falsas) que podem causar ansiedade e agravar o quadro de estresse.

O fator emocional dos idosos em tempos de coronavírus necessita de atenção. Nesse caso, é importante, além das medidas de autoajuda (filmes, livros, etc.), ter apoio de um profissional médico para esclarecer, diagnosticar transtornos mentais e oferecer um tratamento adequado. O profissional ressalta a importância de mostrar para o idoso, em um momento como esse, que ele não está sozinho. A tecnologia tem servido especialmente para as pessoas idosas que muitas vezes se sentem mais sozinhas e inseguras. Mesmo que de uma forma muito diferente do que a habitual, a tecnologia tem possibilitado este contato humano tão necessário.