Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 02/10/2020
O abandono afetivo na terceira idade é uma realidade devastadora que afeta milhares de idosos ao redor do mundo e que, inegavelmente, é agravada pelo período de quarentena. Consequentemente, essa falta de atenção agora promulgada pelas condições de saúde delicadas que o mundo enfrenta mediante a pandemia, resulta no aumento do índice de depressão e outras doenças mentais, culminando no padecimento e solidão dessa faixa etária.
Primeiramente, é importante salientar que a falta de interesse quanto à saúde mental dos idosos é algo muito mais antigo. No mundo capitalista, a maior parte da massa é constituída de trabalhadores, onde todos possuem “prazo de validade”. Qualquer resquício de velhice torna o proletário inválido, por não produzir mais o necessário. Sendo assim, após chegar na velhice e não ser mais algo útil ao sistema, essas pessoas são simplesmente deixadas à margem da sociedade, debilitadas psicologicamente.
Ademais, a saúde mental prejudicada proveniente de anos de descuido se agrava ainda mais em períodos difíceis, como a pandemia. De acordo com o site Portal do Envelhecimento, sendo os idosos o maior grupo de risco, eles são diretamente prejudicados pois é recomendação que se isolem totalmente do exterior. Naturalmente, isso piora o quadro solitário e os impossibilita de certa forma a encontrar distrações.
Portanto, diante desse cenário, é preciso que o Governo se mobilize para que isso não mais se agrave, aumentando o amparo e atendimento psicológico à terceira idade através de maiores investimentos na área da saúde que rege os idosos, além de campanhas que falem sobre o assunto, de modo a tratar os já afetados e educar a população acerca do tema, a fim de proporcionar uma rede de apoio segura aos idosos de modo que se sintam parte da sociedade novamente. Somente assim será possível atenuar a problemática e possibilitar a efetivação de uma sociedade mais justa para com todos que a compõem.