Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 06/10/2020

Embora a Constituição Federal, de 1988, assegure os Direitos Sociais dos indivíduos, percebe-se que, na atual sociedade brasileira, não há o total cumprimento dessa garantia. Uma vez que, o isolamento social, a qual é recomendado pelas autoridades de saúde mundial devido à pandemia do COVID-19, vem trazendo diversos impactos na saúde mental dos idosos. Esse cenário é fruto tanto da falta de informação e do preconceito, quanto do baixo investimento estatal em doenças psíquicas. Dessa forma, torna-se necessário a ação conjunta da sociedade civil e do Poder Público para reverter o quadro.

Primordialmente, é válido pontuar que o preconceito e a falta de informação dificultam o tratamento dos impactos da pandemia, na saúde mental, dos idosos. Visto que, obstaculiza o diagnóstico do paciente, consequentemente, prolongando o sofrimento do indivíduo, segundo o pesquisadores da Universidade de Chicago, o isolamento social pode aumentar o risco de morte em 14% nas faixas etárias mais avançadas, dado que além de contribuir para a propiciação de doenças psicológicas, também colabora para o agravamento de problemas de saúde já existente, seja físico ou mental. Logo, torna-se evidente que a ignorância da sociedade em última instância pode levar o idoso ao óbito, necessitando, assim, de medidas para reverter tal cenário, com intuito de proteger a terceira idade.

Ademais, é imperativo ressaltar que o aumento da incidência de doenças mentais em função da pandemia é fruto do baixo investimento estatal. Conforme o filósofo iluminista Jean- Jacques Rousseau o estado é responsável por garantir os direitos dos indivíduos, entretanto o que se observa na realidade é o oposto do que o filósofo prega, em razão da atual negligência com a saúde psicológica dos idosos, pois ouve a conversão de instalações de saúde mental em instalações de atendimento a pessoas infectadas pelo COVID- 19, por consequência, ocorrendo o fechamento dos serviços presenciais. Desse modo, é necessário que o governo invista em ações que minimize e/ou combatem o surgimento e/ou agravamento de doenças nos idosos.

Infere-se, portanto, que o Ministério da Saúde, em parceria com a mídia nacional, desenvolva, através de verbas governamentais, campanhas educativas, por meio de vídeos explicativos a serem vinculados nas mídias sociais, com a finalidade de explicar os impactos na saúde que o isolamento social pode causar nos idosos, além de possíveis medidas para evitar esse panorama, para que assim a sociedade fique ciente e alerta no que tange à saúde dos idosos, por conseguinte, acabando com o preconceito. Torna-se mister, também, que o Governo Federal amplie as verbas da saúde, para que se possa contratar novos psicólogos e psiquiátricas para atendimento domiciliar, enquanto as clinicas e hospitais estiverem fechados, a fim de acompanhar os idosos e evitar possíveis doenças psíquicas.