Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 28/09/2020
Conforme o trecho do poema de Carlos Drummond de Andrade “no meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho”, é desta maneira que a quarentena vem se apresentando, como um empecilho em nosso cotidiano, principalmente no dos idosos quando o assunto é isolamento. O distanciamento ocorrido de forma ríspida entre entes queridos como netos e filhos, a pausa forçada de atividades de lazer acarretaram no adoecimento desta faixa etária não somente física, mas de caráter essencialmente mental.
Primeiramente, o maior impacto foi a privação de contato físico com familiares e amigos, gerando desequilíbrio emocional, não possuindo mais rotina, tendo uma vida em instabilidade causando ansiedade, trazendo a tona frustrações e preocupações que antes se esvaíam na presença dos mesmos.
O segundo ponto foi o interrompimento de atividades que proporcionavam aos idosos a liberação de endorfina (hormônio do prazer), crucial no quesito do bem estar mental e qualidade de vida, como a prática de esportes, clubes para a terceira idade dentre outros.
Concluindo mesmo com tantas “pedras” em meio ao cotidiano dessas pessoas, deve-se buscar por alternativas para amenizar os efeitos do distanciamento social e transmitir o sentimento de acolhimento mesmo que de longe, como realizar chamadas de vídeo, ligações de voz, auxiliar em atividades como a ida ao mercado, procurar por plataformas digitais que contenham exercícios passíveis de serem realizados em casa, buscar o controle da ansiedade e angústia através de atendimento online com psicólogos e psiquiatras e o principal, lembrá-los que isto é um momento difícil, assim como por tantos que já passaram e saíram ainda mais fortes.