Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 04/10/2020

Os transtornos psíquicos é algo presente na atual sociedade brasileira, contudo, segundo os dados divulgados pela OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil é o país que possui o maior número de pessoas que sofrem de transtornos como: estresse, ansiedade e depressão. No entanto, os índices de tais transtornos, já presentes em idosos, elevou com a pandemia do novo coronavírus devido uma sobrecarga emocional. Portanto, faz-se necessário entender, que sua proliferação, entre os idosos, reside em dois aspectos principais: mudança repentina na rotina e a realidade mental do indivíduo.

Com a pandemia do COVID-19, é preciso que as pessoas privem-se de sair de casa, principalmente os grupos de maior risco, como os idosos de 60 anos ou mais. Entretanto, de acordo com Mariana Almeida, Vice Diretora Financeira da Associação Brasileira de Gerontologia, “a interação social gerada entre os idosos desenvolve o senso de bem-estar mental e físico”. Logo, com as relações sociais restritas, há chances na agravação de algumas consequências negativas na saúde mental, por se sentirem sozinhos, ansiosos e pelo fato da degeneração de outros quadros. Para amenizar tais impactos, o médico oncologista, Drauzio Varella, recomenda ser preciso passar uma sensação de acolhimento e respeitar os próprios sentimentos e emoções.

Ademais, a ausência de convívio social pode causar severos efeitos negativos na capacidade cognitiva geral do idoso. Conforme Sheyna Vasconcellos, psicóloga do Hospital Aeroporto, “alguns fatores predispõem maior sofrimento psíquico ao idoso: a vivência de uma doença crônica em estado avançado, distanciamento social, falta de rede de apoio, acesso precário à assistência da saúde, dor, morte recente de familiares, especialmente do cônjuge, falta de sentido na vida, conflitos familiares e falta de condições de moradia”. Perante esses obstáculos, é preciso exercitar um maior controle mental, diante de uma reação harmoniosa de ideias e emoções sobre as exigências, desafios e mudanças do cotidiano, enfatizando sentimentos positivos. Assim, realizando atividades físicas, meditação, terapia, entre outros, para alcançar o bem-estar físico e emocional.

Pode-se notar, portanto, que a pandemia inscreveu a finitude no imaginário das pessoas e de forma mais enfática nos idosos, dificultando a saúde mental dos mesmos durante a pandemia. Com a finalidade de reduzir a degradação de doenças psíquicas nos idosos; medidas devem ser tomadas. Cabe aos familiares e próximos promoverem interações a partir de atividades, para que adquiram o sentimento de acolhimento e motivação durante uma fase complicada entre os idosos brasileiros, que enfrentam diversos problemas durante o isolamento social.