Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 05/10/2020

Nos últimos 8 meses de 2020 , o Brasil e o mundo vem passando por um grave problema de saúde, com a chamada covid-19, uma doença infecciosa causada pelo coronavírus da síndrome respiratória aguda 2. Por fazer parte de um grupo com alto risco de contágio e agravamento dos sintomas da doença , os idosos precisam ser observados de perto , principalmente pelo aumento da solidão , mas também pelo agravamento de doenças crônicas e surgimento da depressão.

De acordo com pesquisadores da Universidade de Chicago , constata-se que o isolamento pode aumentar o risco de morte em 14% nas faixas etárias mais avançadas , isso se deve ao fato de que a solidão é capaz de gerar no organismo uma característica de alto nível de estresse , e de acordo com a pesquisa , isso acaba induzindo respostas inflamatórias que reduzem a produção de leucócitos , sendo prejudicial à sua imunidade.

Recentemente, um grupo da Universidade de York divulgou um estudo indicando que a solidão e o isolamento social podem aumentas o risco de doenças cardíacas em até 30% e o de acidentes vasculares em até 33%.Referente aos idosos , tanto o aumento da pressão quanto a diminuição da capacidade cognitiva e o agravamento da depressão podem ser potencializados pela sensação de solidão , algo extremamente grave nessa faixa etária.

Depreende-se , portanto , que os idosos são os mais prejudicado pela atual conjuntura mundial , tanto pela solidão, quanto pelos problemas de saúde ocasionados pelo isolamento social.O Governo Federal , em comunhão ao Ministério da Saúde deve propor campanhas de ajuda psicológica aos idosos e atendimento presencial de um grupo seleto de médicos , com extrema cautela e segurança , para não disseminar a doença ,tais ações tem o poder de garantir a melhora da solidão e a diminuição de doenças crônicas , respeitando o que diz a Constituição de 1988 , garantindo o bem estar social de todos.