Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 23/10/2020

A interação com os idosos é algo essencial na saúde mental e física desses indivíduos. Contudo, o envelhecimento diminui a imunidade do organismo, tornando-o suscetível aos vários tipos de vírus. Assim sendo, essa faixa etária é a mais orientada acerca do isolamento social, fato que obriga os familiares a reagendarem visitas e evitá-las para que não ocorram contaminações. Por conseguinte, há um aumento nos índices de transtornos mentais, tais como a ansiedade e a depressão.

De acordo com um levantamento de dados do jornal digital Poder360, há uma tendência de mortes entre idosos no Brasil, cerca de 71,4% dos mortos estão acima dos 60 anos. Logo, o isolamento social, cuja eficácia foi comprovada, é algo necessário para que se preserve essa faixa etária, pois verifica-se uma queda nos números de contaminações após tais medidas restritivas acerca das aglomerações.

Apesar disso, a quarentena impede a aplicação de tratamentos. Por exemplo, em casos de depressão, a interação com as pessoas é algo crucial no processo de cura, porém isso precisou ser remanejado pelos enfermeiros e demais profissionais que auxiliam os idosos. À vista disso, os tratamentos não são completos e acabam por não produzir o efeito que deveriam, agravando a depressão em alguns indivíduos, levando-os até mesmo ao suicídio.

Em suma, o isolamento social pode produzir muitos efeitos nos idosos, sejam eles positivos ou negativos, mas é preciso que a família e o Ministério da saúde estejam atentos aos sinais que eventualmente podem aparecer. Desse modo, torna-se necessário a criação de medidas visando o entretenimento desse grupo, reavaliando tratamentos e substituindo a interação social por videoconferências e outros meios virtuais, para que sse mantenha a boa saúde mental e física dos anciões.