Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 23/11/2020

No início de 2020, o mundo mudou de forma adrupta após ser declarado a pandemia da COVID-19, a qual mudou a vida e a rotina de bilhões de pessoas ao redor do mundo. Analogamente, percebe-se que os maiores afetados dessas mudanças foram os idosos, visto que, são o grupo de maior risco do novo coronavírus. Nesse sentido, os anciões ficaram propensos a ser mais isolados e devido a isso os que vivem sozinhos, principalmente, desenvolveram ou até aumentaram os quadros de depressão e ansiedade.

Primeiramente, a pandemia da COVID-19 transformou o mundo de forma repentina e desagradável para muitos pessoas, com aeroportos, comércios, parques, shoppings e pontos turísticos fechados sem previsão de reabertura, as recomendações de isolamento social do governo e com as polarizações políticas e sociais que estão ocorrendo a vida dos indivíduos foi modificada de repente o que afetou muito a saúde mental. Com isso, os idosos, que são o grupo mais favorável a ter complicações com o novo coronavírus, foram os que tiveram o bem-estar mental mais afetado pela pandemia, de tal maneira que aumentou a depressão e ansiedade nessa parcela da sociedade em 62%, segundo pesquisa divulgada pela CNN News.

Ademais, com o psicológico dos idosos afetado, isso pode-se tornar um problema de saúde pública e poderá também afetar outros polos da sociedade. Dessa maneira, vê-se a necessidade de um maior apoio por parte do governo e de familiares para com os idosos, haja vista que, não se sabe os efeitos a longo prazo que essas grandes transformações na saúde poderão trazer para a saúde física e a vida social dessas pessoas, após a pandemia.

Portanto, a fim de garantir uma melhor qualidade de vida para os idosos em meio ao isolamento social provocado pela pandemia, no Brasil, cabe ao Ministério da Saúde - responsável pela política nacional de assistência a saúde -, por meio de projetos de inclusão virtual, realizar atividades virtuais, com psicólogos e grupos de dez a vinte idosos via webcam para conversar, jogar alguns tipos de jogos ou até fazer um grupo de leitura de forma remota. Outrossim, os familiares dos idosos que vivem sozinhos ou em casas de repouso, também mediante a tecnologia, devem entrar em contato de forma virtual constantemente, de modo a ajudar os entes queridos mais vulneráveis a passar por esse momento difícil. Assim, como Bauman afirma que não são as crises que mudam o mundo, mas sim a reação a elas, a forma como o governo e os familiares dos idosos vão reagir com o isolamento social, que irá definir a mudança no mundo pós pandemia.