Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 29/10/2020
O isolamento social é uma das medidas contra a propagação do novo coronavírus com o objetivo de conter a pandemia, na qual o mundo se encontra. Ainda que a finalidade seja para proteger a saúde da população, ele está causando distúrbios psicológicos na parcela idosa. Nesse sentido, convém analisar os efeitos de tal ferramenta como propósito de resolver essa questão.
De início, é notório destacar como o confinamento está causando esses impactos. Dentre inúmeras maneiras, enumera-se: a redução ou nenhum contato físico e social entre familiares e amigos, a modificação repentina da rotina, limitação das formas de lazer e de se exercitar, entre outras. Esses e outros fatores podem contribuir para agravar o emocional dos idosos, que são mais suscetíveis aos malefícios da Covid-19 e, por isso é crucial que fiquem completamente isoladas.
Por conseguinte, observa-se um crescimento no número de casos depressão, ansiedade e estresse entre os brasileiros, sendo a primeira mais comum em pessoas com a idade mais avançada. Prova disso recai na pesquisa feita pelo Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) durante a quarentena, cuja os resultados mostraram que os quadros de depressão quase duplicaram, enquanto houve um acréscimo de mais de 70% nos episódios de ansiedade e estresse.
Em vista dos fatos mencionados, faz-se mister medidas para minimizar os impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos. A família deve promover atividades por meio de uma rotina, na qual divida horários para conversas, jogos de tabuleiros ou “videogames”, filmes, com o objetivo de entreter. Caso estiverem longe, usar a tecnologia para manter uma comunicação diária por intermédio de mensagens e chamadas de ligação ou vídeo. Somente, assim será possível atenuar esse período de sofrimento e diminuir o agravamento do quadro desses transtornos mentais.