Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 23/10/2020

Em outubro de 2003, no Brasil. houve a institucionalização do Estatuto do Idoso. Com isso, os indivíduos dessa faixa etária tiveram seus direitos ratificados e protegidos por uma lei federal. Entretanto, após o início da pandemia da Covid-19, o direito ao bem estar mental foi ameaçado, já que umas das medidas de contenção da doença foi o isolamento social. Como consequência disso, houve a potencialização de problemas relacionados à saúde mental dos idosos. Dessa forma, evidencia-se a intensificação de transtornos de ansiedade e estresse, além do aumento no número de casos de depressão.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar que houve um despreparo do governo em relação a medidas que visem conservar a saúde dos idosos no período de pandemia. Nesse sentido, segundo o filósofo Thomas Hobbes, a ausência do estado causa um processo de desordem social e de privação de direitos individuais. Por conseguinte, a ineficiente presença do sistema público de saúde durante o isolamento social intensificou doenças relacionadas à ansiedade e ao estresse.

Outro aspecto importante é que, após a pandemia, o contato entre as pessoas se tornou menos frequente, o que contribuiu para que as relações sociais ficassem mais instáveis. Prova disso é que, de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, o distanciamento do indivíduo quanto a relações reais propicia a liquidez de laços familiares e de amizade. Em decorrência disso, os idosos tendem a se sentir solitários, o que aumenta o número de casos de depressão nessa faixa etária.

Desse modo, ressalta-se que transtornos de ansiedade e estresse, além da depressão são impactos do isolamento social na vida dos idosos. Portanto, o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, deve prevenir e tratar essas doenças no período de pandemia, a partir de visitas domésticas regulares de profissionais da saúde, visando atender as adversidades da população mais velha, como a falta de relações reais no cotidiano. Assim, os problemas serão combatidos e o Brasil se desenvolverá em relação à garantia dos direitos previstos no Estatuto do Idoso.