Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 11/11/2020

O trecho da música “Boca de Lobo” do rapper Criolo afirma,“Plano de saúde de pobre, fi, é não ficar doente”. Analisando o pensamento do cantor e relacionando-o à realidade indubitável da saúde no Brasil, contemplamos a imensa desigualdade, impedindo que uma parcela significativa dos idosos tenha acesso à um terapeuta comportamental. Assim, entre os fatores que contribuem para aprofundar essa verdade, pode-se destacar a dificuldade de interação por meios tecnológicos , juntamente com à difícil acomodação, referente ao modo de vida atual.

Prova disso, são as novas tecnologias do século XXI, a geração antiga por não ter vivenciado está fase, apresenta um falha na hora de usar certos mecanismos de interação social, como por exemplo, whatsapp, facebook e instagram. Segundo uma pesquisa da  USP (Universidade de São Paulo), alguns tem receio ou medo da utilização dos aparelhos celulares, por conta de vírus, redes sociais, perda de documentos, até mesmo danificação do dispositivo.

Portanto, com o isolamento social, diversos idosos tem padecido, devido a restrição do contato social, dando existência ou até mesmo aflorando doenças emocionais. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),deu início a um estudo comportamental, onde somente 30% da população não sofre com ansiedade e estresse na quarentena, sendo um número bastante perturbante.

Em virtude dos fatos mencionados, é imperiosa uma ação do governo, oferecendo suporte técnico e tutoriais de como fazer o uso das redes sociais de  forma consciente. Vale salientar que o Ministério da Saúde deverá investir criando um projeto, ao qual, psicólogos e terapeutas promoveriam  assistência online, dando dicas e medicas para lidar com as emoções nesse período insociável.