Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 05/11/2020

No filme “Up, Altas Aventuras”, é abordado a vida de um idoso em meio a solidão causada pela ausência da esposa e, ainda, pelos percalços sociais que a terceira idade enfrenta. Em contexto real e hodierno, estas problemáticas -ansiedade, depressão, sentimento de inutilidade, tristeza- são intrínse- cos à sociedade em contexto de doenças psíquicas que atingem essa população. Tal mazela, com o surgimento da pandemia, intensificou-se com a adesão da quarentena. Esse cenário gera impactos que são causados tanto pelo abandono e descaso familiar, quanto analfabetismo digital dos mais velhos.

Previamente, de fato é necessário promover o isolamento social para conter o avanço da Covid-19, principalmente para àqueles que são do grupo de risco como os idosos. Não obstante, cessar os víncu-los e interações de forma repentina acrescem às psicoses desenvolvidas por essa parcela cidadã. Nesse viés, mediante pesquisas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), os quadros de de-pressão dobraram nesse período de resguardo contra o vírus. Dessa maneira, é importante a presença familiar - de modo virtual- na instrução de rotinas que eliminam o ócio para construção de bons hábitos, como os trazidos nos livros do psicólogo e escritor Augusto Cury, em prol da saúde mental.

Em segunda análise, o não conhecimento das formas de uso das ferramentas tecnológicas básicas se somam aos consequentes impactos. Nessa percepção a geração de pessoas que atualmente possu-em mais de 60 anos de idade, com o advento recente da internet: década de 90, ficaram as margens das indústrias que priorizam o público jovem. Nessa lógica, de acordo com a escritora nigeriana Chimamanda, em uma palestra no TEDx, ela defende um olhar amplo na análise de todos os ângulos da problemática para saná-la. Assim, em vista do analfabetismo digital, é preciso transpor essa barreira

para mitigar os impactos na terceira idade. Dessa forma, a óptica da acessibilidade democrática aos serviços de comunicação e informação, faz jus ao conceito de Chimamanda na mitigação do problema.

Logo, fica claro que é impreterível promover a saúde mental dos idosos em ambiente de quarentena.

Para tanto, os órgãos do Estado, responsáveis pela saúde e educação, devem criar uma parceria com empresas de tecnologia para comercialização de “tablets” com chip de internet ilimitado. Esse aparato poderá ser simples e com bom custo benefício, o que facilitará a doação para idosos carentes. Além disso, por meio da TV e rádio,  será instruído como ligar, manusear e utilizar esse aparelho, com anúncios didáticos e linguagem cotidiana com apelo aos familiares na adesão da causa. Ademais, poderá possibilitar consultas psicoterápicas gratuitas. Assim, o fito em erradicar enfermidades psíquicas

e explorar sentimentos bons também trazidos em “UP, Altas Aventuras”  encontrará progresso.