Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 04/11/2020

A pandemia por coronavirus, no século XXI, motivou os governantes da nação brasileira em adotar medidas restritivas de circulação de cidadãos nas ruas e nos estabelecimentos do país. Nesse contexto, a população idosa foi, com efeito, a mais prejudicada, tendo em vista que, em termos de saúde, ela é a que corre maior risco de ser contaminada. Todavia, isso alterou sensivelmente o conjunto dos hábitos dos idosos, o que trouxe, lamentavelmente, consequências negativas na saúde mental desse segmento social.

De início, é importante destacar que a implementação repentina do isolamento social mudou drasticamente os hábitos da população idosa brasileira. Isso porque essas pessoas mantinham certos costumes os quais davam ânimo a elas e, além disso, dinamizavam os afazeres pessoais diários. Um notório exemplo disso eram as idas frequentes aos bingos, aos bancos, às lotericas, já que, indubitavelmente, esses momentos proporcionavam aos idosos o reencontro com os amigos, o estabelecimento de rotinas cotidianas, o que são vitais na saúde mental deles. Tristemente, a quarentena modificou totalmente esse estilo de vida peculiar e saudável, sendo, dessa forma, um fator negativo para a boa manutenção da qualidade de vida desses indivíduos.

Consequentemente, essa quebra inesperada dos rituais corriqueiros dos idosos gerou sérios danos no equilíbrio psicológico e emocional deles. De acordo com uma pesquisa recente da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), em um mês de quarentena os quadros de ansiedade e depressão duplicaram nessa população. Infelizmente, o ócio, a solidão, levam, paulatinamente, à tristeza, ao desespero, entre outras emoções semelhantes. Nesse sentido, os alvos desses péssimos sentimentos, durante a pandemia do covid-19, foram os idosos, visto que as políticas públicas de isolamento ocasionaram o fechamento e a restrição de entrada de muitos lugares que esses indivíduos compareciam regularmente. Dessa maneira, os transtornos mentais vieram à tona e acometem progressivamente a população idosa do país - se não for solucionada imediatamente, o caos na saúde pública brasileira será inevitável.

Diante do exposto, para evitar tal cenário desastroso, cabe à Secretaria da Cultura, por meio de decretos governamentais emergenciais, promover eventos culturais específicos para idosos na televisão e na Internet, como a apresentação de teatros, de filmes, de bate-papos com assuntos particulares desse público, com a finalidade de entretê-los e, de fato, livrá-los dos riscos de desenvolverem algum transtorno de depressão e de ansiedade. Assim, o Brasil evitará uma conjuntura aterradora de crises generalizadas na saúde pública nacional.