Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 05/11/2020
No livro “Utopia” de Thomas Moore, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social é ausente de problemas e conflitos. Conquanto, hodiernamente, decorre o oposto dito pelo autor, pois a problemática dos impactos do confinamento social na saúde mental dos idosos é um dos entraves que colaboram para a falta de uma sociedade utópica. Tal circunstância pode ser explicada pela mudança abrupta da população ocasionada pela pandemia do Covid-19.
Em primeira instância, cabe ressaltar que as transformações repentinas na rotina e a redução do contato físico com familiares e amigos desenvolvem uma enorme sobrecarga emocional nas pessoas, em especial nos idosos. Desse modo, a parcela avançada da sociedade participam do grupo de risco e sofrem diariamente com esses efeitos, acarretando no desenvolvimento de depressão, ansiedade e medo. Conforme uma pesquisa realizada pela Uerj, as mudanças impostas pelo isolamento provoca problemas psíquicos nos idosos, levando-os à procura de psiquiatras e psicólogos.
Ademais, esses indivíduos apresentam esses distúrbios mentais devido a vulnerável capacidade de apresentar complicações pela covid-19, visto que se essa parcela idosa contrair o vírus a chance de ir à óbito em relação aos indivíduos saudáveis é maior. Dessa maneira, os idosos ficam ansiosos e apreensivos dentro de seus lares, visto que nos costumes antigos eles podiam sair para encontrar amigos, realizar exercícios físicos e praticar esportes. Todavia, hodiernamente essas práticas não provém no regulamento.
Evidencia-se, portanto, a imprescindibilidade de transformações para cessar os transtornos mentais na sociedade. Logo, é fulcral que os familiares dos idosos realizem chamadas de vídeo através de celulares, com o intuito de diminuir a solidão e a ansiedade desses indivíduos. Outrossim, é essencial que filhos ou netos dessas pessoas busquem exercícios físicos e yoga na internet para acalmar esses idosos e distrai-los cotidianamente para que eles não desenvolvam doenças mentais.