Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 10/11/2020

Conforme dados da Organização Mundial de Saúde, a pandemia do novo coronavírus afeta em maior escala a parcela dos idosos, tanto em manifestação de sintomas e consequências no quadro clínico, quanto no impacto psicológico frente às imposições da forma de prevenção . Nesse sentido, é válido destacar o drama que estes estão vivenciando quando não possuem um engajamento virtual, como o distanciamento dos laços familiares e a limitação de afazeres, culminando em um maior estresse e risco de solidão. Dessa forma, torna-se um quadro preocupante, devido a falta de acesso ao mundo cibernético e o distanciamento de vínculos de familiares próximos.

Em primeira análise, vale ressaltar que a internet está sendo uma aliada em período de quarentena. Segundo a teoria da Era Digital, o mundo é capaz de vivenciar o ápice do conhecimento e desfrutar de informações em moldes fácies e práticos no cotidiano. Entretanto, a inclusão digital dos idosos representa ainda um desafio para usufruto dessa ferramenta. E, consequentemente, interfere na atual conjuntura da pandemia, pois o isolamento social é uma das prevenções primordiais contra o vírus e tem como associado a esfera online, na qual os indivíduos encontram uma nova vida de socialização,  um mecanismo de distração e um caminho de informações, distanciando do estresse e da ansiedade

Ademais, cabe pontuar que as aflições vazias em mentes humanas culminam em comorbidades. De acordo com o IBGE, as doenças psiquiátricas, como depressão e ansiedade, atingem em 11% a população longeva. Sob esta ótica, além da propensão normal da carência, a solidão está ainda mais presente nesse contexto, pois a visita regular de familiares, passeios e convivência social física encontram-se escassos. Outrossim, alguns carecem no meio possível de manter o contato mais próximo,  tais como a falta de ligações por chamadas de vídeo via Skipe ou Whatssapp. Corroborando assim, para um maior sofrimento nos idosos devido à limitação com pessoas e atividades distrativas.

Logo, cabe ao Estado, junto à mídia solucionarem a atual intempérie. Ao primeiro, compete reforçar os programas de tecnologia, por meio de insumos financeiros e didáticos ao lugar, dando ênfase à população idosa, dispondo de canais educativos online em plataformas de fácil entendimento e adesão. Para que assim, o idoso aprenda a manusear um aparelho eletrônico e possa desfrutar dos infinitos ramos que a internet oferece, como canais interativos, cursos profissionalizantes, dentre outros. Outrossim, cabe à mídia divulgar os canais acima citados em emissoras de televisão e incentivar a presença da família, por meio de anúncios chamativos capazes de interpelar a atenção e convencer a proximidade dos parentes, tudo em forma virtual. Para assim, vencer a pandemia segundo orientações da prevenção e afastar a tristeza e a solidão do isolamento social.