Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 24/11/2020
A pandemia do novo coronavírus fez com que toda a população mundial ficasse em casa - ou pelo menos quem podia - e isso teve grande impacto na saúde mental de todos, mas principalmente dos idosos, pois geralmente são mais solitários e não têm muito domínio das tecnologias modernas (como computadores, celulares, etc.). E é de extrema importância que seja feito algo a respeito disso, para que possam se distrair e ocuparem-se com alguma atividade a fim de evitar o surgimento ou agravamento de um caso já existente de depressão ou outras doenças mentais relacionadas à solidão.
Primeiramente, o fato de não poderem conversar, jogar ou abraçar seus amigos e outras pessoas que amam é um fator que causa grande tristeza e gera solidão na terceira idade. Afinal, nos últimos anos o incentivo tem sido justamente ao contrário, todos têm falado da importância da presença humana e incentivado os mais velhos a fazerem grupos de conversa ou jogos, encontros em parques ou caminhadas ao ar livre, onde podem conhecer outras pessoas e fazerem novas amizades.
Ademais, o medo também influencia muito no quadro, afinal está o tempo todo na televisão - que de acordo com uma pesquisa publicada no “Scientific Reports” é a maior fonte de entretenimento deles, onde fora da pandemia já costumavam passar em torno de 5 horas diárias em frente ao aparelho - e nos jornais os casos da doença só aumentando e o número de mortes, principalmente entre idosos, em constante subida. O que começa a criar um pânico e uma angústia em quem assiste.
Portanto, seria papel do governo federal, através de verbas governamentais e publicitárias promover propagandas que incentive e ensine o uso de tecnologias capazes de fazerem chamadas de vídeo e ligações, além de fornecer incentivos às emissoras para que produzam programas voltados a essa parcela da sociedade a fim de tornar o isolamento mais fácil e como consequência evitar transtornos depressivos.