Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 27/11/2020

A animação “UP-Altas Aventuras”, do cineastra Pete Docter, retrata um idoso que vive sozinho e está sempre deprimido e mal humorado. Nesse contexto, em 2020, o novo Corona Vírus atingiu a sociedade, sendo necessário, então, que as pessoas praticassem uma quarentena - mantendo o isolamento social -. Diante disso, os idosos encontram-se em situação semelhante a do personagem supracitado e, assim, impactos são causados ​​à saúde mental deles, a exemplo da depressão e do fortalecimento da sensação de solidão. Desse modo, é urgente que os órgãos responsáveis ​​engajem-se na busca de mitigar os efeitos negativos que a pandemia causou à população idosa.

Em primeira análise, o Covid-19 é um vírus contagioso, que exige o distanciamento social. Por conseguinte, com a medida de estabelecer uma quarentena de isolamento como forma de proteger as pessoas, a população de idade avançada foi afetada diretamente, pois não se adaptou, e, com isso, o índice de depressão aumentou entre eles. Segundo o pensador Eiving Goffman, estigma é o estado do indivíduo que não é totalmente aceito. Sob esse viés, não há dúvidas de que os idosos já se sentem estigmatizados pela sociedade por não serem mais ativos e, com a pandemia, esse sentimento favorece a ocorrência da depressão, já que sozinhos eles se consideram ainda mais inativos. É evidente, portanto, a obrigação do governo em alterar essa realidade e cuidar da saúde mental idosa.

Em segunda análise, os membros da terceira idade apreciam o estabelecimento de laços entre seus familiares e prezam por momentos de união. Em contrapartida, com o isolamento social, as famílias tiveram seu contato estremecido e isso afetou diretamente à saúde mental dos idosos, que se sentem sozinhos e mais vulneráveis, e têm a saúde da mente afetada e prejudicada, acentuando a ocorrência de crises de ansiedade. Mediante a isso, o Artigo 230 da Constituição Federal Brasileira afirma o dever do Estado e da família em estabelecer o bem-estar da população idosa. Dessa maneira, é inegável que, mesmo com o distanciamento, o amparo aos idosos e o foco no psicológico deles é essencial e, consoante à constituição, exige-se que os familiares mobilizem-se para enfrentar essa prerrogativa.

Em suma, com o intuito de conter os impactos causados à saúde mental dos idosos durante a pandemia, medidas devem ser tomadas. Destarte, é mister que as prefeituras promovam cursos “online” aos idosos, por meio de aplicativos, contando com o auxílio de voluntários que expliquem a eles sobre o funcionamento, com o fito de torná-los ativos de reduzir a ocorrência da depressão. Ademais, é preciso que a Mídia informe aos familiares sobre a importância de, ainda que distante, prestar atenção nos idosos, por intermédio de informativos, a fim de reduzir a solidão existente. Sendo assim, o estado emocional do personagem citado a cima não se repetirá em meio à quarentena.