Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 27/11/2020
A peste Bubônica, conhecida também como peste Negra, foi a proliferação de uma bactéria ocorrida em meados do século XIV, causando diversos efeitos na saúde em todo o mundo. Em paralelo com a atual situação global, nota-se uma similaridade, visto que a pandemia de um vírus gera danos psicológicos, devido ao distanciamento social, com ênfase nas populações idosas. Diante disso, cabe salientar os principais causadores deste impasse - com destaque a afetividade familiar e a influência midiática - e combatê-los através de apoio psicológico.
A princípio, é importante ressaltar o panorama da relações sociais que amplia tal óbice. Nesse raciocínio, nota-se que as relações afetivas reduziram devido ao isolamento social, fazendo com que diversos idosos fiquem solitários em suas casas. Segundo a terceira lei do físico, Isaac Newton, para toda ação existe uma reação, e neste caso não seria diferente, pois este impacto gera, como consequência, o aumento dos índices de ansiedade e depressão durante a quarentena. Prova disso é um estudo realizado pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro que evidencia, desde março, o dobro do números de traumas psíquicos sendo contabilizados. Desse modo, é fundamental que ações sejam realizadas para reverter este cenário.
Ademais, outro fator que agrava este quadro é o aumento do número de óbitos, sendo influenciado pelos meios de comunicação. Nesse sentido, nota-se que existe um grupo mais propício a contrair sérios problemas de saúde, caso sejam afetados pelo novo coronavírus, que são compostos principalmente por pessoas com mais de 60 anos de idade. Dessa forma, a saúde mental de diversos idosos é abalada, uma vez que existe altas probabilidades dessas pessoas falecerem, e essa possibilidade está sendo agravada pela mídia. De acordo com Adorno - filósofo polonês - este veículo de comunicação é a principal afirmação da industria cultural que, neste contexto, expõe casos bárbaros a todo momento sobre a pandemia, apavorizando os idosos. Logo, essa população corre riscos de enfermidade não apenas por contaminação, mas também por problemas psicológicos.
Urge, portanto, que medidas são necessárias para a resolução do entrave. Dessarte, o Governo Federal - instância máxima de administração do poder executivo - em parceria com o Ministério da Saúde, deve atuar de forma a empregar um auxílio à saúde psíquica, atendendo, principalmente, populações do grupo de risco, por meio de conversas virtuais com profissionais da área, a fim de amenizar os transtornos gerados pela quarentena. Assim, a pandemia do século XXI não será semelhante a conhecida na Idade Média.