Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 30/11/2020
“A felicidade e a saúde são incompatíveis com a ociosidade”. Essa frase de Aristóteles retrata de forma ímpar a questão dos impactos do isolamento social no psicológico da população idosa, tendo em vista que durante o momento de pandemia, com tanto tempo livre, as tarefas diárias foram se esgotando gradualmente. Nesse sentido, há no ano de 2020, uma mudança no comportamento de toda a população como nunca se viu, o qual divergiu as instruções da socialização com a finalidade de manter uma boa saúde mental, para se manter em casa a fim de não se infectar com a doença da Covid-19. Desse modo, os ancestrais sofreram ainda mais por necessitarem do contato social nesse último estágio da vida. Por isso, são necessárias ações para manter a sanidade mental desse público, tais como: A utilização da tecnologia para contato com a sociedade e a prática de atividade física regularmente.
Inicialmente, dentro da ótica da sociedade contemporânea, se faz necessário para a comunicação com o meio externo, um aparelho tecnológico com uma conexão a internet. Portanto, durante o momentos de isolamento social, esse quadro se agravou ainda mais, pois é nítido, desde as obras românticas de Álvaro de Azevedo, que o ócio exagerado causa uma série de problemas psicológicos. Contudo, um aparelho como um celular, além de ser um ótimo passatempo para a população de qualquer faixa etária, ainda tem como sua função principal, a comunicação. Consequentemente, esse tipo de tecnologia deve ser uma forma de manter o público antigo com uma vida social ativa.
Por esse ângulo, a Constituição Federal de 1988, promulgada com base nos direitos humanos, prevê como garantia fundamental o direito a saúde, tanto mental quanto física. Porém, a falta de incentivo a atividade física agride a legislação. Em primeiro lugar, não há nenhum tipo de campanha por parte dos órgãos públicos para que a população se mantenha ativa. Isso porque, sabe-se que exercícios aeróbicos são uma forma de prevenção a diversos tipos de patologias humanas. Portanto, a falta dessas práticas não são compatíveis com os parâmetros e critérios de justiça positivados na carta magna brasileira.
Entende-se, diante do exposto, a real necessidade de que o Estado crie ações governamentais que garantam que a lei seja posta em prática, garantindo a saúde mental dos idosos. Para isso, deve-se promover campanhas com a finalidade de incentivar a todos os públicos, mas principalmente, aos idosos, a praticarem atividade física. Sobretudo, cabe a sociedade, em parceria com a mídia, promover contato com os nossos familiares mais velhos por meio das novas tecnologias, a fim de mantê-los socialmente ativos e mentalmente saudáveis.