Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 02/12/2020
É notório que com a pandemia do novo corona vírus a vida dos indivíduos mudou radicalmente, afinal, o isolamento social é uma das medidas impostas pelo Ministério da Saúde a fim de impedir a disseminação dessa patologia. Nesse contexto, o principal grupo afetado por essa nova realidade são os idosos, pois são considerados mais vulneráveis e, por isso, precisam ficar totalmente isolados, podendo desencadear doenças mentais , como a depressão e ansiedade. Nesse contexto, os principais impactos da quarentena nesses anciãos estão ligados à fragilidade já existente no que se refere à saúde e à falta de interação familiar.
Em primeiro plano, é fato que a Constituição de 1988 assegura a todo e qualquer cidadão o direito a saúde e bem-estar. Nessa ótica, fora das escrituras, a realidade é um pouco distante, haja vista a falta de assistência aos idosos pelo sistema de saúde nesse período atípico que assola o mundo. Ademais, por serem considerados grupo de risco, os anciãos estão emocionalmente fragilizados, porque muitos deles já possuem enfermidades, como diabetes e hipertensão e, por isso, tem a consciência que os seus sistemas imunológicos não estão em pleno funcionamento. Outrossim, diante desse cenário de caos, muitos idosos desenvolvem a síndrome do pânico e a depressão, pois o medo da morte somado ao isolamento social contribuem na inquietação e ansiedade dessa camada social.
Em segundo plano, o filme “Up Altas Aventuras” retrata a vida de um idoso que, após a morte de sua esposa, a tristeza e a solidão o isolou do mundo. Nesse sentido, fora das telas, a situação é semelhante, afinal, muitos anciãos passam meses sem receber visitas ou até mesmo ligações dos filhos e netos, fazendo com que eles sintam-se excluídos e inferiorizados. Hodiernamente, com a pandemia do corona vírus essa problemática foi maximizada, visto que o contato que antes era pouco agora tornou-se inexistente, pois muitos familiares nem se quer mantém contato telefônico com o intuito de saber se o idoso precisa de algum tipo de ajuda, como remédios e agendamento de consultas. Logo, a quarentena afetou, drasticamente, a vida do idoso e sem a ajuda da família e do setor de saúde essa mazela afetará ainda mais o lado emocional e mental desses indivíduos.
Destarte, cabe à família considerada célula máter da sociedade, desempenhar seu papel e ajudar os seus entes idosos por meio de uma maior interação social, telefonemas e constantes visitas a esses anciãos, com todo o aparato de segurança como as máscaras e o álcool em gel para a maior segurança desses idosos. Somado a isso, devem oferecer ajuda na compra de feiras e remédios, para que assim eles sintam-se acolhidos e assistidos nesse momento de caos social. Ações como essas impedirão que doenças da mente afetem esses idosos, tendo assim, uma melhor qualidade de vida.