Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 08/12/2020
A Constituição Federal prevê a saúde e a assistência ao idoso como direitos inerentes a todo cidadão brasileiro. Entretanto, a Covid-19 mostrou que tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa os impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante o estado de quarentena. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, a pandemia do coronavírus mudou a forma de interação social, especialmente a de terceira idade. Os cuidados com a aglomeração fizeram com que pessoas idosas diminuíssem a frequência de corridas na praça, as idas à academia e os banhos de sol. Tudo isso impactou na saúde mental, pois todas essas atividades fortaleciam o cérebro e ajudavam a prevenir doenças como depressão e ansiedade.
Ademais, é fundamental apontar a solidão como impulsionador dos problemas de saúde mental dos idosos nessa pandemia do Sars-Cov2. Segundo a Universidade de Chicago, o isolamento pode aumentar o risco de morte em 14% nas faixas etárias mais avançadas. Diante de tal exposto, embora proteja o idoso do contato com portadores da Covid-19, o isolamento pode estar contribuindo para reduzir a resposta imunológica do organismo desses indivíduos. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se minimizar essa situação, de modo que os direitos previstos pela Carta Maior sejam exercidos. Para isso, é imprescindível que os governos dos Entes Federativos (União, Estados e Municípios), por intermédio de uma lei, destinem parte de áreas públicas para que idosos não infectados pelo coronavírus possam praticar atividades físicas, a fim destes cuidarem de sua saúde física e mental. Paralelamente, é imperativo que o Legislativo, também por meio de uma lei, crie um programa que incentive os idosos a fazerem terapia com psicólogos, concedendo isenções ou descontos.