Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 18/12/2020
A pandemia do coronavírus, sem dúvida, proporcionou para todos muitas transformações. Como exemplo disso, temos uma mudança social tomada após o início do problema, o isolamento social. Esse gerou diversas complicações e atingiu principalmente as pessoas mais carentes, seja de atenção ou recursos econômicos. Um desses indivíduos são os idosos que necessitam de cuidados, mas por causa das medidas de precaução foram obrigados a viver momentos de solidão.
A maioria dos velhinhos são acostumados com uma mesma rotina todos os dias, e essa situação gera neles uma dificuldade de sair do monótono. É por esse motivo que tantos traumas foram gerados, visto a forma abrupta que o isolamento foi imposto. Atividades simples e comuns como, praticar crochê, dançar, frequentar a igreja, visitar os netos ou ser visitado foram interrompidas e todo o cronograma de vida foi quebrado. Com isso vários sentimentos aparecem, eles dentre ansiedade, medo, saudade e incerteza.
A ideia de que sentir pode ser sinônimo de adoecer é defendido por muitas pessoas. Partindo dessa ideia e pensando nas emoções citadas acima, se pode perceber o motivo do aumento, durante a pandemia, nos índices de depressão, pânico e ansiedade. Tudo isso se relaciona pelo fato das doenças explanadas serem resultantes do isolamento que sufocou os sentimentos. Principalmente os dos idosos que apresentam um medo maior de morrer por estarem relativamente mais perto desse acontecimento.
Com tudo o que foi manifestado, se pode perceber que é necessário dar um suporte maior as pessoas da terceira idade, para que elas possam superar de uma forma mais agradável todos esses obstáculos. Algumas medidas podem ajudar nisso, dentre elas incentivar a produção de receitas na cozinha, insistir no cuidado com plantas e animais, produzir e enviar cartas aos familiares e fazer chamadas de vídeo. Tudo isso amenizará a solidão, contribuindo para um momento menos desgastante.