Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 19/12/2020

A pandemia do novo coronavírus se propagou pelo mundo e colocou as pessoas em situação de isolamento social, no intuito de diminuir a propagação do vírus. Entretanto, essa medida preventiva não só aumentou os índices de doenças psíquicas como depressão e ansiedade, em idosos principalmente, como, por medo da contaminação, levou essas pessoas a não procurar ajuda médica quando necessário.

Mormente, é crucial analisar o crescimento contínuo dos casos de doenças psicológicas diante das incertezas da pandemia do SarsCov-2. Segundo a pesquisa realizada pelo professor Alberto Filgueiras, do Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), os casos de depressão praticamente dobraram, enquanto as ocorrências de ansiedade e estresse tiveram um aumento de 80%. Nessa lógica, cerca de 4 a cada 10 idosos perdem o interesse em atividades diarias, prejudicando significativamente o dia a dia deles.

Em adição, mediante ao medo do contágio e por serem do grupo de risco, muitos idosos deixaram de fazer seus acompanhamentos médicos. Conforme o médico cardiologista Mauricio Wajngarten, do hospital Albert Einsten, houve uma queda de 40% a 50% no acompanhamento medico de idosos em decorrência da pandemia do novo coronavírus. Desse modo, com a ausência da realização de exames médicos periódicos, para prevenção de doenças, pode desencadear o descobrimento de uma doença já em estágio avançado tornando-a sem tratamento.

Em síntese, com a persistência da pandemia e a carência da vacina, é de suma importância que o SUS (Sistema Único de Saúde), através dos postos de saúde PSF (Programa de Saúde Familiar), crie formas de atendimento aos idosos em seus domicílios, afim de aumentar segurança e realizar os acompanhamentos médicos, funcionando também como uma forma alternativa de combater a ansiedade e depressão, no mais, é importante ressaltar à família que, mesmo em isolamento social, é importante não excluir os idosos dos vínculos sociais e sim usufruir da tecnologia para comunicar-se diariamente com eles.