Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 26/12/2020

O covid-19 é um retrovírus, possui RNA como material genético, que possui como principal característica o seu grande potencial de transmissão, devido à isso, a manuntenção da distância entre pessoas é considerada a forma mais eficiente de prevenção ao contágio. Contudo, muitos grupos, principalmente os dos idosos, sofrem significativos efeitos físicos e psíquicos oriundos dessa forma preventiva, como por exemplo a depressão, doença psiquiátrica crônica. Dessa maneira, é importante o debate sobre os impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena, dando destaque aos fatores sociais e individuais que agravam tais consequências.

Em uma primeira análise, vale ressaltar como a privação total das pessoas mais velhas de possuirem relações sociais físicas com outras pessoas contribui para a precarização da saúde psicológica destes. Antes de mais nada, é relevante citar que, segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a sociedade, em geral, é individualista e massivamente egoísta, pois é comum atitudes que visem somente sanar suas necessidades obrigações, sem simpatizar com o próximo. Permanecendo na visão do pensador, os idosos, os quais muitas das vezes são deixados em segundo plano pelos familiares que vivem ocupados com a rotina do mundo moderno, são dependentes emocionalmente das poucas relações afetivas presentes que lhe restam, amigos de idade e cuidadores. Assim, quando há a necessidade da isolação completa, estes, que já possuiam tendência à solidão, se tornam mais propensos à patologias mentais, como a ansiedade e tristeza profunda.

Além disso, a falta de conhecimento e proximidade com as tecnologias atuais termina por ser o desperdício de um instrumento que poderia amenizar os efeitos do isolamento social nos idosos. Nesse sentido, de acordo com Steve Jobs, empresário norte americano, a tecnologia é tão importante e útil na sociedade que pode-se dizer que ela move o mundo. Porém, ainda no raciocínio do investidor, mesmo que instrumentos tenológicos sejam fortes meios de aproximação à longa distância, de nada servem se o indivíduo não tiver conhecimentos básicos sobre a utilização destes. Nesse viés, mesmo que muitas pessoas idosas tenham acesso à formas de terem contato com outras pessoas e permanecerem isoladas, o fato de não saber usá-las acaba por inutilizar esses instrumentos e permitir o adoecimento mental dessas pessoas.

Depreende-se, portanto, a necessidade da criação de medidas que auxiliem na prevenção ao desenvolvimento de patologias mentais nos idosos. Logo, a mídia deve, por meio da televisão,exibir programas, os quais deverão ter curta duração e ser de fácil entendimento, que elucidem como usar celulares, visando, assim, a elucidação dos idosos nesse assunto,amenizando os efeitos do isolamento.