Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 26/12/2020

O Estatuto do Idoso prever, no seu artigo 3º, que é obrigação da família, da comunidade e do poder público garantir ao idoso a preservação da sua saúde física e mental. Diante disso, torna-se iminente essa preocupação para com a saúde do idoso, visto que a pandemia do coronavírus trouxe inúmeras restrições, como o isolamento social, que corroboram para a deturpação da psique dos mais velhos. Logo, é imperioso que se combata com veemência os impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena.

Inicialmente, é válido ressaltar que o distanciamento social pode desencadear episódios de ansiedade. Segundo escrituras bíblicas atribuídas a Mateus, Jesus disse aos seus seguidores para não vós preocuparem com os problemas do amanhã. Com isso, temos umas das mais antigas referências a essa problemática, a ansiedade. Não obstante, com a quarentena os anciões foram afastados do coronavírus, mas foram expostos aos comportamentos de risco que possibilitam o desenvolvimento da ansiedade, que são: sedentarismo, falta de interação social e exposição ao estresse. Assim, presume-se que os números dessa doença irão aumentar durante a pandemia, fato que só será detectado após estudos epidemiológicos.

Além disso, com o prolongamento da quarentena e a ausência de cuidados, os idosos podem desenvolver quadros depressivos e chegarem ao ápice que é o suicídio. De acordo com o Ministério da Saúde, a média de suicídios praticados por pessoas com mais de 60 anos é de 6 casos a cada 100 mil habitantes. Nesse sentido, é preocupante a condição que o idoso se encontra com a imposição do isolamento social, pois lhes foi imposta duas opções ameaçadoras: a exposição aos vírus ou ao adoecimento mental.

Portanto, devesse buscar medidas para minimizar os impactos que a quarentena poderá trazer à saúde mental dos mais velhos. Deste modo, a Organização Mundial de Saúde (OMS), por meio da formulação de diretrizes, deverá orientar os profissionais de saúde para o enfrentamento dessa problemática, a fim de reduzir seus impactos e promover saúde mental aos idosos. Para tanto, a realização de pesquisas epidemiológicas deverá indicar quem são as pessoas que estão em maior estado de vulnerabilidade, bem como quais ações os órgãos de saúde devem desenvolverem. Paralelamente a isso, os familiares devem dedicar um maior tempo possível para o cuidado com seus entes, de forma a aumentar sua alto estima e demonstrar a sua importância dentro do núcleo familiar. A final, a obrigação de cuidado para com a saúde física e mental do idosos é dever de todos.