Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 29/12/2020

O maior isolamento social que, no ano de 2020, tem sido uma das medidas mais importantes do combate à disseminação do COVID-19, trouxe vários impactos na saúde mental da sociedade, na qual a parcela da população idosa se destaca por ser a de maior risco de agravamento da doença. Nesse sentido, a redução das visitas de familiares e do contato físico e social pode levar a uma incidência maior de depressão e ansiedade nesse grupo.

Em primeira análise, é necessário notar que os idosos muitas vezes sofrem devido ao abandono dos familiares e ao descaso da sociedade e, muitas vezes relegados a casas de repouso e asilos, são amiúde considerados “inúteis” ou um “problema social”. Dessa forma, não é de se surpreender que sejam alvo frequente de problemas psicológicos, psiquiátricos e neurodegenerativos, quadros que são agravados pela menor interação social na pandemia.

Tal fato é constatado pela pesquisa da UERJ, que mostra que os casos de depressão e ansiedade quase dobraram no período da pandemia. Isso mostra que um número muito maior de pessoas que necessita ajuda, despertando a necessidade da maior atenção dos familiares ao idoso e/ou acompanhamento terapêutico de um profissional. Essa nova demanda precisa ser atendida, sob o risco dos idosos terem sua saúde comprometida quando a pandemia estiver controlada.

Dessa forma, em casos que o idoso viva sozinho, é mister que a família encontre um maneira de melhorar a qualidade de vida de seus ente idoso. Essa solução poderá ser a disposição de um integrante da família morar com ele durante a quarentena – a fim de facilitar seu dia-a-dia e que poderá melhorar também sua disposição, por meio de incentivos a exercícios físicos domésticos e atividades afins ou, por meio de manter um contato mais frequente, por via telefônica ou chamada de vídeo com seu familiar. Por outro lado, é necessário que a sociedade como um todo aja com empatia com observância dessa população e que o Estado disponha de profissionais de saúde, tais quais assistentes sociais, psicólogos e psiquiatras, por meio de atendimento online, uma vez por semana, fazendo um rastreamento da expansão e agindo no controle das doenças psicológicas nessa parcela da população. Só assim, com coesão comunitária, os idosos poderão atravessar esse período difícil sem maiores danos à sua saúde.