Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 12/01/2021

Durante o ano de 2020, na pandemia do Coronavírus, a população mundial foi orientada a se isolar das relações sociais para conter o avanço da doença Covid-19. Apesar dessa necessidade de isolamento, os idoso ficaram mais vulneráveis as doenças mentais - ansiedade e depressão - durante o período de distanciamento social. Dessa forma, a ineficiência do Estado em preservar a vida humana foi um agravante para o crescimento nos índices das doenças mentais entre os idosos.

Em primeira análise, conforme a secretária de saúde do estado de São Paulo, o número de indivíduos na terceira idade com ansiedade e depressão aumentou cerca de 75% em relação ao período sem a pandemia. Em vista disso, fica visível os impactos prejudicais da quarentena na saúde da população da faixa etária mais avançada, devido ao abandono social dentro das casas de repouso, que se encontra cada vez mais sobrecarregada pelo alto crescimento dos ocupantes. Logo, essa marginalização social dos idosos fundamentado na invalidez da atuação no mercado de trabalho e na sociedade é um dos colaboradores da perpetuação e crescimento das doenças mentais.

Em segunda análise, o professor e infectologista Carlos Tavares anunciou ao Jornal Folha de São Paulo o lema “isolar para prevenir”, com objetivo de incentivar o isolamento social e contenção do vírus. Embora a necessidade de isolamento fosse primordial, o cuidado à saúde mental também era um foco crescente antes mesmo da pandemia dentro da nação brasileira, principalmente, entre os cidadãos com idade mais avançada. Mediante essa realidade, é lamentável a gestão pública da saúde brasileira que não promoveu grupo de apoio especializado aos cuidados voltados aos idosos para atravessarem de forma segura e saudável essa crise sanitária.

Portanto, frente a essa realidade de agravamento da saúde mental dos idosos, é urgente a atuação de órgãos públicos para conter essa doença. Cabe ao Estado ampliar o investimento em saúde preventiva, por meio de postos de saúdes próximos as casas de repouso com equipes especializadas - médicos, enfermeiros e psicólogos - para garantir a preservação da vida humana. Isso vai ser feito a fim de promover melhores condições de vida aos idosos, sendo auxiliado por atividades de socialização entre grupos de apoio psicológicos e mitigando os impactos pós isolamento com segurança à vida e combatendo a depressão e ansiedade.