Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 10/04/2021
No livro “A menina mais fria de Coldtown”, da autora Holly Black, é retratada a disseminação de um vírus que transforma a população em vampiros. Ao longo da trama, a narrativa revela a urgência das pessoas em se proteger, além do impacto que o vírus causou em suas vidas. Fora da ficção, fica claro que a realidade apresentada no livro pode ser relacionada ao mundo do século XXI: a pandemia do Coronavírus e seus efeitos na rotina dos indivíduos, principalmente da parcela idosa da população, visto que apresentam mais fragilidade na saúde em relação às consequências trazidas pelo vírus e sofrem com o isolamento social.
Em primeiro lugar, é importante destacar que a saúde frágil da população idosa é uma causa latente do problema. Segundo a Organização Mundial da Saúde, os idosos são os mais suscetíveis a sofrer gravemente com o vírus, devido as alterações no sistema imunológico. Dessa forma, é necessário que fiquem isolados e cumpram o distanciamento social imposto desde o início da pandemia. Entretanto, o isolamento causa a incerteza do que virá pela frente e prejudica a sua saúde mental, como pode-se observar na pesquisa da Uerj, que diz que ocorreu um aumento de 80% na ansiedade e estresse dos entrevistados, desde o início da quarentena.
Consequentemente, o agravamento desses transtornos mentais é outra causa para a configuração dos impactos da pandemia. Na série “Peaky Blinders”, por exemplo, vê-se a degradação da saúde mental de Thomas Shelby, protagonista que lutou na Primeira Guerra Mundial e sofreu diversos traumas. Paralelamente, entende-se que a piora nos transtornos mentais da população idosa surge com a redução do contato físico devido a pandemia. Logo, a mudança repentina na rotina normal é uma grande causa para a elevação de problemas mentais, de acordo com o site “Portal do Envelhecimento”, que ajuda a achar os alertas para depressão dos idosos durante o isolamento.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a melhora da saúde mental dos idosos durante a pandemia, urge que a prefeitura das cidades, por meio de conferências on-line – para respeitar o isolamento e preservar a saúde de todos -, realize projetos que visem o agrupamento dos idosos em plataformas de vídeo chamada, como “Google Meet” ou “Zoom”, para que ocorram conversas sobre suas dificuldades, tenham a consciência de que existem mais pessoas passando pela mesma situação e que a pandemia é extensa, porém passageira. Somente assim, será possível enfrentar os efeitos do isolamento social e, da mesma forma em que na realidade de “A menina mais fria de Coldtown”, as pessoas lutam por sua proteção, a população mundial atual deve lutar pela garantia da saúde mental e física de todos.