Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 13/04/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6, o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa os impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater os impactos que a pandemia está causando na saúde mental dos idosos. Nesse sentido, os dados de idosos com depressão podem vir a aumentar. Essa conjuntura, segundo as idéias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do ‘’contrato social’’, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, moradia e alimentação, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a quarentena como impulsionador dos impactos na saúde mental dos idosos no Brasil. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% da população apresenta sintomas leves, a taxa de letalidade fica em 3% mas sobe para 8% em pacientes de até 79 anos e 15% em pacientes acima de 80 anos. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Governo por meio de campanhas em rádios e televisões, devem mostrar que há sim uma possibilidade de ajuda nas vacinas, a fim de acalmar os idosos. Assim, se consolidará uma sociedade mais saudável, onde o Estado desempenha corretamente o seu ‘’contrato social’’, tal como afirma John Locke.