Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 13/04/2021
Drummond, um escritor brasileiro renomado, em seu poema “No meio do caminho”, retrata, figuradamente, os obstáculos que o ser humano enfrenta em sua jornada. Analogamente, o isolamento social, trouxe diversos impactos para a vida de muitos brasileiros, especialmente para os idosos, cujas doenças mentais já eram existentes no período anterior à pandemia, e agora, com a quarentena parecem ter aumentando. Logo, faz-se urgente a busca por soluções para este problema que possui como causas, a falta de contato com o mundo exterior e a escassez de exercícios mentais.
Deve-se pontuar, que nesta pandemia, a pobreza na convivência com aqueles de fora do seu círculo familiar, é uma problemática enfrentada por muitas pessoas, já que, para conseguir se comunicar, o indivíduo precisaria ter acesso a internet, a algum aparelho com wi-fi e um conhecimento básico sobre as novas tecnologias, sendo estas três características, distantes da realidade de muitos idosos, que tendem a ter dificuldades com as mesmas. Entretanto, para uma melhor compreensão destas relações, em 2020, o fundador da Integrar Gerações, realizou uma pesquisa com 459 pessoas acima de 50 anos, e descobriu que a rede social mais usada pelos idosos, é o WhatsApp, ideal para a comunicação com aqueles que estão distantes neste momento.
Paralelamente, não utilizar de atividades mentais, para a preservação e prevenção do funcionamento mental, deixa brechas para inúmeras doenças, como: depressão, demências, ansiedade ou até mesmo transtornos bipolares, sendo que, os exercício tendem a ser bem simples, podendo variar de jogar uma partida de xadrez ou damas, pedir para que o idoso conte histórias e aventuras das quais viveu em sua adolescência, até criar uma rotina com horários pré-definidos, só para ver como está o funcionamento cerebral e se talvez algum sintoma de Alzheimer, tenha aparecido. Habermas acreditava na tese, de que a linguagem é uma verdadeira forma de ação, sendo este o principal meio para entender e ajudar aqueles que estão mais vulneráveis neste período de quarentena.
Destarte, é necessário que o Governo Federal, juntamente às redes sociais, invistam mais no público acima dos 60, pois estes, precisam de entretenimento, comunicação, notícias e tudo que pode ser oferecido pelas mesmas, assim como os adolescentes, público alvo das mídias atualmente, que poderiam receber orientações de como ajudar os familiares mais velhos. Tais investimentos, poderiam acontecer através de conteúdos e ensinamentos de como usar os aplicativos, para os idosos, e seria de bom agrado que a pessoa explicando tivesse mais de 60, para que eles se reconhecessem e vissem que as redes sociais, são para todos que querem usá-las e os adolescentes, teriam uma série de publicações relacionadas ao tema, no perfil do governo.