Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 21/04/2021

A situação atual provocada pela pandemia do coronavírus é vista por cada pessoa de uma forma diferente. Nos idosos, em se tratando dos impactos do isolamento social na saúde mental, os efeitos podem ser ainda maiores por estarem no grupo de risco. Essa informação já deixa muitas pessoas, acima de 65 anos, angustiadas. Mesmo estando sem sair de casa, como recomenda a OMS (Organização Mundial da Saúde), outros fatores podem contribuir ainda mais para uma piora no estado emocional.

A princípio, o isolamento social a longo prazo pode ser prejudicial à saúde de qualquer pessoa e ter um efeito ainda maior nos idosos. Muitos tornam-se sedentários, perdem a vontade de dialogar, de sorrir, e acabam na depressão. Até porque, a maioria deles fica sem ver filhos, netos, e quando não estão sozinhos em suas casas, estão em casas de repousos. Têm os que ficam sob o cuidado da família, o que é visto como  positivo.

Por outro lado, quem imaginaria que a pandemia desse vírus duraria tanto tempo? Para quem está acostumado a uma rotina de trabalho, lazer em ambientes diferentes, viagens, trocas de experiências, e de repente ficar isolado, praticamente sem contato físico com os demais, adoece mais psicologicamente do que fisicamente. Por isso, a preocupação por parte dos órgãos competentes como a OMS e o Ministério da Saúde.

Nesse sentido, cabe, não só aos órgãos acima citados, como também o poder público e à toda sociedade brasileira voltarem o olhar de forma comprometida para com os idosos. Treinar especialistas com profissões diversas e adequadas ao momento vivido para atender às necessidades dos que estão  sofrendo emocionalmente as consequências do isolamento. O ideal seria através do contato humano. Mas quem sabe, com telefonemas, chamadas de vídeos para uma palavra amiga, relembrar histórias bonitas, acalmaria  a mente e o coração de quem deseja usufruir por mais uns dias da vida com felicidade.