Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 22/04/2021
As sociedades plasmadas na competição, pragmatismo e utilitarismo, enfrentam a desrespeito de seu alto nível social e cultural alguns efeitos colaterais desafiadores, exemplo desse fato se explica pela citação do filosofo indiano Jiddu, no qual faz referência que “não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente”. Muito se discute sobre os impactos do isolamento social à saúde mental dos idosos durante a quarentena, no qual apresenta algumas dificuldades, sendo eles o aumento de doenças pela saúde mental dos idosos, o isolamento pelos familiares e a dificuldade de adaptação durante a pandemia.
Em primeira análise, a saúde mental é uma parte integral do indivíduo. Sobretudo, a OMS afirma em sua constituição que " a saúde é um estado completo de bem-estar físico, mental e social, e não apenas uma mera ausência de doença ou enfermidade”, sendo assim com o envelhecimento do ser, a perda de autonomia, a solidão e outras limitações que interferem negativamente e geram problemas, como insônia crônica e a hipertensão. Um grupo de pesquisadores da Universidade de York divulgou um estudo em que o isolamento social pode aumentar o risco de doença cardíaca, no qual tem mais frequência para os idosos que estão acostumados a uma vida social mais intensa. A banalização da saúde mental dos idosos está diretamente ligada a ineficiência do Estado, já que o mesmo deixa o idoso a margem da sociedade.
De outra forma, grande parte da população se manteve isolado, principalmente os idosos, por fazer parte do grupo de risco. Como consequência, a sociedade brasileira de diferentes níveis foi afetada principalmente de forma psicológica, nesse modo, uma pesquisa realizada pela OMS afirma que o Brasil é a nação com mais índices de pessoas ansiosas. Isso ocorre pelo falta de estrutura e planejamento na educação e programas de atenção ao idoso, de modo em que todos os indivíduos jamais teve um preparo psicológico e assistência para lidar com o isolamento social e permanecer estável financeiramente dentro de suas moradias, por tanto, a quarentena como saúde mental ao idoso foi visto como uma ameaça, o que gera a dificuldade de adaptação e abandono da maioria dos idosos.
Portanto, medidas devem ser tomadas para solucionar esse impasse. O estado juntamente com o Ministério da Educação devem investir em cursos e programas referentes à saúde mental e programas de reestruturação ao idoso através de escolas e centros culturais e também com auxílio do governo para que haja melhor capacidade e compreensão do cidadão, de modo em que ele esteja melhor abrangido socialmente para que possa lidar com situações como a quarentena de forma eficiente e psicologicamente estável.