Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 23/04/2021
A Grande Depressão, também conhecida como Crise de 1929, foi um período na história onde ocorreu o colapso do capitalismo e a quebra econômica dos Estados Unidos. As consequências foram drásticas, impactando na saúde mental das pessoas, pois não possuíam o que comer, o que beber e como trabalhar, fazendo com que uma grande escala de pessoas desenvolvesse depressão e problemas psicológicos. De maneira análoga a isso, evidencia-se dois aspectos importantes sobre os impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena: os problemas de se adaptar a essa nova realidade e a incerteza sobre o que pode acontecer com essa nova doença.
A princípio, podemos destacar as dificuldades que os idosos passam para se adaptar a essa nova realidade, pois são o principal grupo de risco da doença, e já que a depressão é um dos transtornos mentais frequentes entre idosos, agora, com esse surto pandêmico, esse número só tende a elevar-se. Desse modo, como dito pela OMS (Organização Mundial de Saúde) estar bem, não é somente estar saudável fisicamente, mas um conjunto de bem-estar físico, mental e social. Dessa forma, nosso grupo de risco participantes da terceira idade não consegue garantir nem suas necessidades básicas para estar saudável fisicamente, pois normalmente dependem do nosso SUS (Sistema Único de Saúde) e assim não conseguem garantir o que é definido pela OMS.
Outrossim, é notório a angústia da incerteza do seu próprio futuro sobre o que pode acontecer com essa nova doença, pois os cuidados que devem ser tomados não dependem somente dos idosos, e sim de toda sociedade, tornando-se algo mais preocupante para com os participantes da terceira idade que não possuem auxílio e ajuda do nosso governo. Consoante a isso, como dito por Gilberto Dimenstein (jornalista e escritor brasileiro) em seu livro ’’ O Cidadão de Papel’’: ’’ Os direitos constitucionais residem tão somente na teoria’’. Sendo assim, ele quis enaltecer que esses problemas deveriam ser assegurados pela constituição e solucionados pelo governo federal e nem se quer existir, mas na prática é problemático até mesmo ter acesso à saúde e à educação.
Dito isso, fica coerente a necessidade de maneiras que venham conter os problemas do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena. Posterior a isso, cabe o governo federal e a mídia fazerem campanhas para conscientização geral sobre essa doença, para que todos tomem seus devidos cuidados, e que também o governo forneça auxílio um acesso a saúde e disponibilize consultas gratuitas à psicológicos ou as quaisquer necessidades que um idoso precise visto à pandemia para que os mesmos consigam cuidar de sua saúde mental. Somente assim, o Brasil não irá se equiparar à situação dos Estados Unidos em 1929.