Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 27/04/2021
A Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 1988, no governo do então presidente José Sarney, preconiza sobre o direito à saúde, que é essencial ao fundamento elencado na Magna Carta brasileira, a dignidade da pessoa humana. No entanto, com o atual cenário pandêmico mundial, no Brasil, nota-se os impactos relativos ao isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena de prevenção, uma vez que devem se abster de aglomerações por serem considerados grupo de risco. Nesse viés, os anciões estão propensos à depressão e ao transtorno de ansiedade durante o isolamento na quarentena.
Precipuamente, o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos relatou que, desde o início da pandemia, a venda de medicamentos contra depressão aumentou em 21,9%, da qual a maior parte da procura está atrelada aos idosos. Sob essa perspectiva, os anciões, por fazerem parte do grupo mais vulnerável à doença, são os que mais sofrem com o cumprimento absoluto do isolamento social. Nesse sentido, a solidão e a tristeza são suas companheiras na quarentena, e faz com que a incerteza frente ao futuro, como as mudanças repentinas na rotina da sociedade e a restrição do contato físico e social com os familiares e amigos, gere a depressão e a sobrecarga emocional.
Outrossim, a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1946, definiu saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental e social. Sob essa ótica, durante a pandemia, o isolamento desencadeou o transtorno de ansiedade que, em conjunto com o conhecimento dos exacerbados índices de mortes noticiados diariamente na TV, coloca o idoso refém do medo e obstaculiza o bem-estar mental e social desse, colocando toda sua saúde em risco, pois a mente é um fator decisivo para a imunidade física. Portanto, em virtude disso os idosos desenvolvem um quadro transtorno de ansiedade e medo.
Em suma, são notórios os impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena e medidas devem ser pensadas para mitigar esse mal na atualidade. Desse modo, cabe aos parentes e amigos próximos manter o contato social, por meio do uso da tecnologia com vídeo-chamadas e ligações diárias, além disso, propor atividades, como filmes, séries e jogos de cartas ou tabuleiros durante os dias, que tirem o foco deles das notícias ruins de mortes noticiadas na televisão, a fim de minguar o medo e a ansiedade e também fazê-los se sentir lembrados, invés de sentir a solidão e tristeza do distanciamento familiar. Assim, haverá a minimização do impacto do isolamento social na saúde mental dos idosos no Brasil durante a quarentena.