Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 06/06/2021
No filme “Up: altas aventuras”, o personagem principal, Carl, um idoso, sofre de depressão e tenta se isolar do mundo a todo custo. Em consonância com a realidade de Carl, está a de muitos brasileiros na terceira idade, já que o isolamento social compulsório em tempos de pandemia acarreta no desenvolvimento de doenças mentais nessas pessoas. Isso ocorre, seja pelo isolamento familiar com parentes queridos, seja pela fragilidade que a idade carrega. Dessa maneira, torna-se imperioso que essa chaga social seja resolvida, a fim de que a animação estadunidense passe a ser apenas ficção.
Nessa perspectiva, é válido retormar o aspecto supracitado quanto ao isolamento familiar compulsório, nesse caso. Segundo estudos da Universidade de York, localizada na Inglaterra, o exílio parental predispõe os idosos a 29% de chance de aparecimento das doenças cardíacas, além de expor-lhes a 33% de probabilidade de adquirirem doenças mentais a exemplo da depressão. Mesmo diante de dados alarmantes, os tratamentos dessas doenças disponibilizados à camada mais decrépita não são, na maioria das vezes, eficazes. Isso corre pela falta de investimentos em meios especializados para o cuidado desses canarinhos tão marginalizados no corpo social.
Paralelamente ao isolamento, é fundamental o debate acerca das fragilidades que essa idade carrega, uma vez que ambos representam impasses para a socialização, mesmo durante a pandemia, da população envelhecida. Essa fragilidade se dá por uma longa vida de trabalho árduo, principalmente no campo, e pela falta de assistência básica de saúde durante toda a vivência. Concomitantemente, esses problemas ganham força durante o isolamento social, pois constituem as comorbidades e fragilizam a já desgastada saúde mental, acarretando na qualidade de vida desse brasileiros. Dessa forma, essa celeuma urge ser solucionada.
Portanto, é essencial que se discuta medidas operantes para a reversão dos impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde, a formulação de aparelhos interativos que contenham jogos, informações e contato com pessoas, através do Ministério de Ciência e Tecnologia, distribuindo-os, uniformemente, por todo o país, com o objetivo de dinamizar consultas e aproximar a tarceira idade das demais. Somente assim, pode-se evitar que a realidade de Carl afete mais idosos brasileiros.