Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 08/06/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6 °, o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal pregorrativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o impacto do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a falta da socialização de idosos. Nesse sentido, a falta da socialização vem encaminhado diversos problemas permeate a sociedade, taís como a depressão, ansiedade, estresse e o mal-estar. Essa conjuntura segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do " contrato social “, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a quarentena como impulsionador da falta socialização no Brasil. Segundo o jornal g1 nós últimos 4 meses teve um crescimento de 80 % de doenças mentais devido a quarentena é ao isolamento social. Diante de tal exposto e notório que esse problema gerou muitas consequências e limitações a sociedade. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a pendurar.

Depreende -se, portanto, a necessidade de se combater esse obstáculo. Para isto, é imprescindível que o Ministério da Saúde, por intermédio de uma campanha desenvolva um programa social para ajudar com a saúde mental, psicólogos e psiquiatras para a sociedade. Assim se consolidará uma sociedade mais saudável e sociável, onde o Estado desempenha corretamente seu " contrato social " , tal como afirma john Locke.