Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 08/06/2021

O isolamento social, fundamental para evitar a propagação do novo coronavírus entre, principalmente, os idosos, sendo o principal grupo de risco, pode causar sérios impactos na saúde mental dos mesmos. Isso porque o mesmo pode levar ao surgimento ou agravamento de sintomas de transtornos mentais como ansiedade ou depressão, entre outros. Além disso, outro problema grave é que muitos, mesmo morando com seus familiares, ainda sentem falta de saírem para fora de suas casas para seus afazeres diários. Logo, medidas são necessárias para enfrentar o problema.

Em primeiro lugar, verifica-se que o isolamento social é necessário, mas pode acabar aumentando ou gerando problemas na saúde mental. Um exemplo disso, é o aumento de 90% nos casos de depressão, pesquisa feita pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro ( UEFJ ). Tal situação pode ser comparada à queda da Bolsa de Valores de 1929, em que um evento marcou o mundo e aumentou a taxa de depressão em níveis alarmantes, em especial nos Estados Unidos da América. Dessa forma, podemos perceber que durante momentos de crise, estas taxas aumentam ( mas por motivos diferentes ), e com um maior número de pessoas depressivas, o redimento das mesmas cai e pode ser muito afetado, junto suas relações sociais.

Em segundo lugar, salienta-se que nem todos os idosos que convivem em conjunto de seus familiares e amigos se sentem confortáveis com os mesmos. Isso acontece porque muitos se sentem como devedores ou até mesmo sem liberdade e durante estes tempos de pandemia podem ter perdido a única coisa que os trazia uma maior liberdade e felicidade. Assim, conforme indica o IBGE, a depressão atinge cerca de 13% fa população entre 60 e 64 anos de idade. Por isso, percebe-se que essa situação é grave e alarmante, devendo e podendo ser revertida.

Diante do exposto, nota-se que impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena é algo preocupante, e deve ser, ao menos, amenizado. Portando, os parentes e pessoas próximas devem promover ações, como ajudar os mais velhos a conseguirem se comunicar com seus amigos utilizando, por exemplo, aplicativos de vídeo chamadas, como o Skype e, caso possível, marcar jantares fora de seus lares, para mudar o ambiente quando possível, a fim de que eles se sintem mais felizes e acolhidos. Assim a tendência é a porcentagem dos impactos começarem a cair.