Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 07/07/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverbado com ênfase na prática quando se observa os impactos causados na saúde mental dos idosos durante o isolamento social, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante e necessário, principalmente, nesse período de quarentena. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro, como a negligência governamental e o silenciamento social.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o problema. Nesse sentido, o descaso Estatal na promoção do bem-estar populacional é um grande motivador da problemática. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “Contrato Social”, já que o Governo não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde em um momento tão difícil, o que é infelizmente evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar o silenciamento social como impulsionador do problema no Brasil. Nesse sentido, O Rappa, em sua música “minha alma”, aborda a temática paz, porém abre um questionamento para as coisas que não são ditas para que a paz seja mantida. Diante de tal exposto, que reflete nos dias atuais, já que muitas vezes temas são deixados de lado pelo conjunto social para não proclamar inda mais tal impasse, assim como o caso da saúde mental dos idosos, que os mais jovens acreditam que eles passam por mais problemas como estes. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a pendurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos, para isso, é imprescindível que o Governo Federal, por intermédio de assembleias com o Ministerio da Educação e o Estatuto do Idoso, deve implementar programas de auxílio piscológico e clinico aos idosos afetados em todo o país, como palestras e consultas online e presencialmente, seguindo as normas de segurança e para aqueles que estão vacinados, em hospitais, centros médicos e escolas abertas ao público. Dessa forma, a divulgação do recurso de solução deve ser divulgado através da mídia e prefeituras, a fim de solucionar ou diminuir consideravelmente a questão. Somente assim, se consolidará uma sociedade e uma terceira idade mais saudável, permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.