Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 27/07/2021
A necessidade do isolamento social ocasionada pela pandemia do Covid-19 elevou as taxas de depressão e de ansiedade na população, principalmente dos idosos. Nesse sentido, medidas são necessárias para certificar que a saúde mental desse grupo não seja defasada durante o período de quarentena.
A redução do contato físico e social com amigos e familiares é o principal fator que acomete a saúde mental dos idosos no período de quarentena. Sem companhia e com poucas opções de distração, os mais velhos padecem no isolamento, uma vez que a grande maioria deles possuí dificuldades em utilizar as redes sociais. Visto que a internet se tornou o maior canal de comunicação durante a pandemia, os idosos se vêem ainda mais isolados, frente a essa dificuldade.
Em decorrência disso, os casos de depressão e ansiedade entre pessoas dessa faixa etária se elevaram significativamente no período em questão. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 73% dos idosos no Brasil apresentaram sintomas de depressão ou crises de ansiedade durante o isolamento. Impossibilitados de realizarem consultas psicoterápicas, esse quadro segue em avanço com o passar das semanas do isolamento social, ocasionado pelo corona vírus.
Dessa maneira, é notória a decadência da saúde mental dos idosos durante a pandemia. É preciso, portanto, além da atenção redobrada dos familiares e amigos, que os canais de comunicação mais tradicionais, como televisão e rádio, por serem de maior acessibilidade aos idosos, estimulem atividades como exercícios físicos leves em casa, produção de artesanatos e atividades de lazer, como ler ou ouvir música. Assim, a saúde mental dos idosos sofrerá menores impactos durante a pandemia do novo corona vírus.