Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 09/08/2021
A cultura japonesa é baseada no respeito aos mais velhos, característica admirável do povo que leva filhos e netos a manterem contato constantemente com os idosos, fato que garante o bem estar desses e do restante da família. No entanto, com a chegada do coronavírus, tal atividade não pode mais ser feita da mesma forma como antes, por conta do isolamento social requerido, mudança que foi posta em pauta com um discurso tranquilizador aos mais jovens. Com isso, tal apresentação fez com que pessoas da terceira idade instaurassem um quadro de depressão e de ansiedade durante a quarentena.
Em primeira análise, a saúde mental nesse cenário é de extrema importância para o combate da patologia de modo que, o bem estar mental fortalece o metabolismo e garante a atuação de anticorpos. Nessa realidade, se levado em consideração os idosos que vivem sozinhos em casa, esses foram recomendados a não sairem. Porém, propagandas televisivas instauraram medo e receio a esses indivíduos, ao consolar jovens acerca do vírus, como foi visto em na revista Elpaís, dizendo que afetaria apenas a parcela mais velha da sociedade, levando idosos a sentirem medo e ansiedade ao terem necessidade de sair de suas moradias, fator que é degradante para o condicionamento desses seres.
Além disso, é importante frisar que ainda existe certo preconceito sobre asilos por parte de alguns idosos, tendo em vista que esses veem a mudança como uma comprovação de que estão ficando “velhos” e precisam de ajuda intensiva. Face ao exposto, tal perspectiva é ainda mais presente por conta do confinamento ao local, o qual passou a ser feito a todo momento, tendo em vista a pandemia. Nesse sentido, locais que antes recebiam familiares por longas horas e dias diversos, passou a ser controlado com cautela e tempo reduzido. Prova disso foi o decreto feito em 2020 para esses estabelecimentos, o qual passou a permitir visitas únicas na semana, as quais não poderiam exceder o tempo de 15 minutos, fator que colaborou com o sentimento de solidão, proporcionando o aparecimento de distúrbios.
Com isso, é possível concluir como a forma que a pandemia foi noticiada para acalmar a população mais nova e a forma como tal feito afetou os idosos negativamente, colocou em risco o condicionamento destes para o combate da doença. Nesse contexto, cabe ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, criar um movimento que incentive a mesma atitude presente no Japão, para valorizar a população mais velha. Para isso, novas propagandas televisivas deverão ser feitas de modo que essas, abordem futuros problemas sem condenar determinadas faixas etárias, tal medida será feita por canais de mídia voltados a telespectadores de idades variadas, como a Globo. Assim, é possível combater transtornos emocionais na comunidade mais velha.