Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 16/08/2021
Na série televisiva “Não tá tudo bem, mas vai ficar”, Drauzio Varella apresenta os os perigos e a incompreensão acerca da depressão. Dessarte, programas como o anterior evidenciam as dificuldades e a importância da conscientização sobre a saúde mental de grupos como os idosos durante a pandemia de COVID-19. Logo, denota-se que grandes crises de sanidade mental estão ligadas a grandes mudanças sociais e culturais em uma região ou no próprio planeta globalizado, como um todo.
Vale ressaltar, de início, que tais transformações não acontecem apenas no mundo hodierno, de modo que determinadas sociedades em diferentes momentos históricos encaravam o desvio da plenitude mental de formas diversificadas. A exemplo dessa ótica, notam-se as disparidades referentes à loucura entre as sociedades da Grécia Antiga e da Idade Média. Na primeira, os insanos eram tidos como os que falavam com os deuses, enquanto que, na segunda, os mesmos eram considerados pecadores e profanos. A partir disso, observa-se que a mentalidade predominante na população influencia no modo como é abordada a saúde mental, de modo que, na sociedade contemporânea, os idosos são retirados dos grupos mais suscetíveis ao isolamento social de uma quarentena. Assim, tal exclusão resulta de uma construção social de que o idoso, aposentado, gosta de ficar em casa.
Demonstra-se, por conseguinte, a mentalidade de despreocupação para com os idosos se mostra danosa em contextos como o de pandemia de COVID-19, momento de grande crise sanitária e transformação social. Sendo assim, desvios da sanidade mental são advertidos por órgãos como a Organização Mundial da Saúde, a qual declarou a depressão como mal do século XXI. Sob essa perspectiva, apresenta-se, aos idosos no quadro de pandemia, o aumento de doenças como ansiedade e depressão, a qual, segundo dados da OMS de 2017, afeta mais de 10% da população mundial. Isto posto, essa elevação é causada pela falta de contato e domínio dos mais velhos com a tecnologia, uma vez que, em contexto de distanciamento, a dificuldade de acessar reuniões virtuais os priva de manter contato social regular, caso não sejam assistidos.
Portanto, tem-se que a instabilidade de saúde mental é danosa para os idosos, principalmente em momentos de intensa mudança social, como o contexto de pandemia de COVID-19, então, há de ser atenuada. Diante disso, deve o Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério da Educação, promover programas de auxílio aos idosos durante a pandemia, por meio da disponibilização de psicólogos para consulta gratuita nos postos de saúde e cursos virtuais, também isentos de custo, de auxílio com a tecnologia. Enfim, tais medidas com intenção de amenizar a taxa de aumento de doenças como a depressão e ampliar o uso da tecnologia e, consequentemente, o contato social dos idosos.