Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 17/08/2021

“A Mente é como um paraquedas… Só funciona se estiver aberta.” Está é a frase de Albert Einstein, um dos cientistas mais renomados na história da física cujas descobertas ainda influência milhões de pessoas. Essa frase remete a um conceito comum que indica que uma das maiores virtudes do ser humano, e o que nos separa de outros animais, é a capacidade de pensar. Porém, com o advento da pandemia do coronavírus, uma das grandes consequências que anda sendo ignorada é os impactos que o isolamento social terá na população da terceira idade, principalmente o agravamento de doenças cognitivas que resulta pela falta de atividades mentais e físicas na quarentena.

Segundo Rodrigo Moura Valle, coordenador do Grupo de Cuidados Paliativos do Hospital Moinhos de Vento em Santa Catarina, os idosos são um grupo que depende muito das rotinas para manter um bom funcionamento mental. Contudo, a ruptura causada pelos toques de recolher e distanciamento social significa que muitos idosos foram prejudicados e tiveram que modificar suas vidas drasticamente, levando a pioras em suas saúdes. Segundo a agência federal Ameircana CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), durante os meses de isolamento social, houve um aumento drástico de reclamações da inabilidade de prestar atenção, falta de sono e ansiedade pela população na faixa etária acima dos 50 anos.

Destaca-se que os idosos são o grupo em maior risco de perecer por causa do coronavírus, e que em virtude desse fato foi implantado uma grande quantia de restrições com o objetivo de diminuir o risco que essa parcela da população pode passar. Assim, o dia à dia deles ficou sem uma gama de interações sociais, seja entre a família ou amigos, isso torna-se um problema, visto que, segundo Neurologistas do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a socialização é uma parte extremamente importante na formação e na fixação de memórias. Ademais, segundo esses neurólogos o isolamento pode ter efeitos negativos nas memórias das pessoas mesmo aquelas sem histórico de doenças.

Haja vista dos argumentos apresentados acima, percebe-se a necessidade que ação seja tomada para ajudar com a saúde cognitiva da população da terceira idade, isso deve ser realizado de uma maneira simples e que não interfira com os protocolos de saúde já implantados para lutar contra o coronavírus. Portanto, o Ministério da Saúde, em conjunto com agências de marketing e parcerias com canais de televisão, deve promover atividades físicas e mentais em propagandas e comerciais informativos, isso deve ser realizado usando fundos do governo e outros arrecadados por doações. Dessa maneira, podemos amenizar os efeitos na saúde mental e evitar o surgimento de transtornos psicológicos nos idosos, assim ajudando os mais idosos a continuar com a virtude do raciocionío.