Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 24/08/2021
No universo literário criado por J. K. Rolling, popularizado pela saga “Harry Potter”, Grindelwald, um vilão temido no mundo bruxo, é capturado e acaba em prisão perpétua até envelhecer, de modo que, depois de anos, seu último contato humano é com Voldemort, que o mata. Todavia, fora dos limites ficcionais, o âmbito hodierno brasileiro não se mostra dessemelhante à situação do personagem, visto que muitos idosos se encontram em situações problemáticas devido o isolamento social, principalmente relacionados à saúde mental - tais óbices são caracterizados, majoritariamente, pela falta de inserção do sênior nas mídias sociais, em conjunto com o desmazelo familiar, consequentemente, podendo gerar doenças mentais e até o suicídio. Dito isso, necessita-se a tomada de ações em prol da evolução social.
Em primeiro plano, a supressão de incorporamento desses indivíduos no eixo das redes sociais é nocivo para o ambiente comum, sobretudo em um contexto pandêmico, uma vez que grande parte do entretenimento dessa parcela social era provinda de interações presenciais. Ainda que, além da dificuldade de entendimento por parte dos idosos, em muitas ocasiões, o desmazelo familiar complexifica essa exaustiva jornada - que, muitas vezes por dominação carismática, teoria discorrida pelo sociólogo Max Weber, mostrando que muitas pessoas deixam-se ser “dominadas” para reafirmar laços afetivos, acabam por não fazer nada contra essa negligência doméstica. A partir do momento em que não há auxílio dos filhos, por exemplo, para ensiná-los a como manusear elementos mais tecnológicos de comunicação, a interlocução com o meio externo se torna escassa.
Em consequência, a imprudência filial age de forma que reforça o isolamento social já implementado, mas de modo extremo; assim podendo obstruir a sanidade mental dos ancestrais. Ademais, com o Brasil sendo caracterizado como o país destaque em casos de depressão na quarentena, segundo pesquisas feitas pela Universidade de São Paulo, alegando que esses casos estão totalmente ligados às fontes de lazer. Logo, agravando a problemática enfrentada pelos senis, já que foram limitadas as opções de divertimento e confraternização, como era anteriormente, o esporte.
Assim sendo, é dever do Ministério da Cultura, juntamente com o Ministério da Saúde, implementar projetos de inserção e lazer do idoso, divulgando as datas e os locais nas mídias televisivas, simultaneamente com a presença de profissionais ligados a psicologia nesses eventos, de maneira que consigam identificar e tratar de algum problema mental. Isto posto, o Brasil não fará menção novamente com a situação de Grindelwald.