Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 17/08/2021

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa os impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos na sociedade brasileira, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pelas mudanças da rotina, impossibilidade de contato físico com parentes ou incertezas futuras.

É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a má saúde mental em geral rompe essa harmonia, haja vista que em qualquer lugar ou circunstâncias habita solidão psicológica, depressão, e ansiedade.

Outrossim, de acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Todavia, ter paciência, cautela e contentamento dos afazeres viáveis.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Destarte, a mídia deve expor essas adversidades preferentemente. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, O Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam o combate ao mal-estar dos fenômenos mentais, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.