Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 22/08/2021
A quarentena provocou perdas nas relações sociais e os idosos foram afetados devido ao alto potencial de contaminação do vírus e por estarem no grupo de risco. Nesse sentido, o isolamento social obrigatório agravou os impactos na saúde mental dessa parcela da população. Ademais, o mal-estar psicológico, em tempos de pandemia, é um fator que diminui a imunidade das pessoas em faixas etárias elevadas. Assim, os idosos são afetados severamente por essa medida de prevenção.
Sob essa ótica, os idosos tiveram o agravamento de problemas psicológicos durante esse período. Nessa perspectiva, a Universidade de York afirma que a solidão e o isolamento social podem aumentar o risco de doenças cardíacas em 29% e o de acidentes vasculares em até 32%. Bem como, aumento da intensidade de quadros depressivos e diminuição da capacidade cognitiva dos idosos podem ser desenvolvidos durante essa fase em que eles estão com o pensamento de abandono em mente, pois ,em lares de repouso, a recomendação é de suspender qualquer visita devido ao poder de contaminação do vírus e as notícias imprecisas ou falsas são fatores para o aumento de estresse nessa idade. Logo, é necessário o monitoramento desses indivíduos que necessitam desse bem-estar mental.
Outrossim, esses impactos na saúde mental influenciam na imunidade desse grupo de idade avançada. Sob esse viés, pesquisadores da Universidade de Chicago informam que o isolamento pode aumentar o risco de morte em 14% em idosos. Em virtude de altos níveis de estresse, a produção de leucócitos é interrompida, comprometendo a resposta imunológica desse grupo de risco. Por outro lado, o distanciamento impede que o vírus seja propagado e protegem o cidadão do contato com o Covid-19, assim como essa medida é benéfica para as outras idades que também estão sujeitas a contaminação em espaços públicos. Enfim, os efeitos do afastamento são inúmeros e devem ser interpretados pelos responsáveis pela saúde.
Portanto, os idosos sofrem o agravamento de problemas relacionados à saúde mental durante o período de isolamento. Para tanto, as mídias, em parceria com aplicativos do meio de comunicação, devem incentivar o uso das vídeochamadas, por meio de propagandas que instruam o usuário sênior ao uso das plataformas visuais em meios de circulação, para que a interação social continue presente na vida desses indivíduos. Além disso, o poder público têm que incluir atendimentos preventivos sobre o bem-estar psicológico, por meio de conferências virtuais com psicólogos ou psiquiatra capacitados para essa faixa etária podendo atender em lares de repouso e em domicílios, a fim de manter o contato e prevenir que qualquer transtorno seja desenvolvido nessa fase de distanciamento social.